<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360</id><updated>2011-07-14T21:36:27.127-03:00</updated><title type='text'>Mural Plural</title><subtitle type='html'>Um espaço destinado ao pensamento universal, à crítica livre e espontânea, à cultura e à educação.

&lt;br&gt;&lt;br&gt;

&lt;b&gt;"A vida é um risco que vale a pena ser traçado"&lt;/b&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://muralplural.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>671</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-106796273808381198</id><published>2003-11-04T13:18:00.000-03:00</published><updated>2003-11-04T13:27:23.436-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Texto do amigo Dalmo.&lt;br /&gt;___________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Nordeste na telona&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;em&gt;Dalmo Oliveira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três produçoes cinematograficas recentes, em cartaz nos melhores cinemas do pais, mostram, mais uma vez, como o Nordeste continua sendo uma fonte privilegiada para a cinematografia tupiniquim. Quem ja assistiu “Lisbela e o prisioneiro”, “Amarelo manga” e “O Caminho das nuvens” pode perceber como a regiao mais desgraçada do pais alimenta o imaginario e os cofres da industria cultural brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sao três abordagens diferenciadas, sendo as duas primeiras de autores nordestinos (Guel Arraes e Claudio Assis) e a outra produzida pela familia Barreto e dirigida por Vicente Amorim (Rio de Janeiro). As peliculas tratam de assuntos diversos: o amor im(possivel); destinos confluentes numa metropole caotica e um retrato do êxodo rural nordestino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida no Nordeste é o grande pano de fundo, mas o tratamento de linguagem muda de um pro outro, com visoes romantizadas e folcloricas, como a historia contada por Arraes, ou pelo realismo pop do filme de Assis, ou ainda num arremedo de road movie de Amorim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista da verossimilhança, “Amarelo manga” e “O Caminho das nuvens” ganham em autenticidade, principalmente o primeiro onde o sotaque nordestinês é mais “origem” por causa do recrutamento de mais atores da regiao, a exemplo do paraibano Everaldo Pontes. A questao da imitaçao do sotaque nordestino, alias, tem sido a principal barreira nas montagens dos filmes ambientados da Bahia para cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisbela faz um resgate interessante de temas pontuais da cultura da regiao, como o matador de aluguel, herdeiro do cangaço, com a personagem interpretada por Marcos Nanini, impagavel na figura de um pistoleiro cornudo com visual de Reginaldo Rossi. A grande sacada do filme fica por conta do uso da metalinguagem, com a inserçao da historia hollywoodiana paralela em preto e branco, que Lisbela assiste em capitulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme trabalha ainda aspectos culturais nordestinos antologicos como os artistas mambembes, as feiras livres e a permissividade poligâmica ao homem do Nordeste. Inevitavelmente vinculado à narrativa inaugurada em “Auto da compadecida” (2000), “Lisbela e o prisioneiro” acaba mantendo uma certa dialogia com a narrativa da obra de Ariano Suassuna, principalmente pela relaç?o das personagens de “Leléo” e “Jo?o Grilo”, ambos enrroladores de primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O script comete alguns acidentes de percurso politicamente incorretos, como na cena do parque de diversoes, quando “Douglas” diz que “(...) essa paraiba nao precisa de nada pra virar macaco (...)”, ou quando o pistoleiro insinua que os cariocas sao “frouxos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja “Amarelo manga” foge completamente daquilo que seu diretor classifica de “cosmetizaçao” do Nordeste. O filme poderia ter sido gravado em qualquer grande metropole de qualquer pais “em desenvolvimento” do ocidente (quiça Cuba), mas retrata os aspectos contemporâneos urbanoides de Recife, com seu trânsito caotico, suas pontes sobre o mangue e seus cortiços fétidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um drama psicologico, que em determinados momentos remete à narrativa de classicos como “Blue Velvet”, assentado numa estética underground com a peculiaridade de uma luminosidade tipica dos tropicos, captada pela fotografia de Walter Carvalho, o filme de Claudio Assis utiliza uma linha narrativa baseada na personagem vivida por Matheus Nachtergaele. Ha entretanto, lapsos no roteiro como a ausência de tomadas nos terreiros de candomblé, apesar da relaçao com os cultos africanos serem citados mais de uma vez nas falas das personagens “Dunga” (Nachtergaele) e “Dayse” (Magdale Alves).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Nordeste, o filme trouxe ainda referencias da atual cena musical como a “ponta” de Zero Quatro (Mundo Livre S.A), e da Naçao Zumbi com a musica-tema do filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Caminho das nuvens” é o mais paraibano e, contraditoriamente o mais anti-nordestino dos três, ja que foi feito a partir de uma historia real de uma familia de Santa Rita, sob a otica de produtores e diretores do Sudeste. O filme conta justamente a saga de personagens nordestinos abandonando a regiao em busca de melhores condiçoes de vida no “sul maravilha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaques para o jovem ator paraibano Ravi Ramos Lacerda (“Tonho”) e para a atuaçao convincente de Claudia Abreu (“Rose”). Como road movie a que se propunha, o filme acaba por focar mais de perto as relaçoes humanas numa familia massacrada pela falta de oportunidades sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo como eixo-narrativo a tematica do êxodo, “O Caminho das nuvens” aponta mais uma vez o nordestino de pires nas maos. E o ângulo do exotico, do forasteiro, que embala a desgraça desse povo nas cançoes de Roberto Carlos. O momento mais “nordeste” do filme, como nao poderia deixar de ser, é a passagem por Juazeiro do Norte (CE), quando “Romao” (Wagner Moura) e sua familia visitam o santuario do Padre ‘padrinho’ Cicero. Fé e miséria como marcas do povo da regiao. Tendo como um dos financiadores a empresa Souza Cruz, incomoda no filme as cenas repetidas do pai fumante que oferece o primeiro trago ao filho menor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o cosmético, o realismo ficcional e a dramaturgia alienigena, as três obras cinematograficas reforçam ainda mais a urgência da construçao de um nucleo de produçao que nao so utilize o Nordeste como “pauta”, mas que, efetivamente tenha origem, destino e controle na vasta e competente cadeia produtiva cultural nordestina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dalmo Oliveira é jornalista).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-106796273808381198?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106796273808381198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106796273808381198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_11_02_archive.html#106796273808381198' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-106501252336786238</id><published>2003-10-01T09:40:00.000-03:00</published><updated>2003-10-01T09:56:52.990-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Muralistas&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto abaixo foi escrito pelo Eduardo... O que chega a ser cômico, de tao tragico, virou uma crônica literaria, mas inspirada em fatos, infelizmente, super reais. Quantos ja passaram por situaçao similar? E o tipo de coisa cotidiana que faz o cidadao se sentir um nada x nada! Mas o Eduardo colocou sua reaçao no papel. Veja la!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VOCE TRABALHA OU E FUNCIONARIO PUBLICO? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Boa tarde. Eu mudei para a cidade ha um ano, mais ou menos. Sou proprietario de um veiculo e preciso fazer a transferência de placa para Blumenau. Como devo proceder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor paga estas duas taxas no banco, reune copias destes documentos e volta aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo o olho posso ver a lista de documentos indicados, com “copia do (RG) e (CPF)” e “Comprovante de residência”, sublinhados a caneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- So isso? Preciso mais alguma coisa?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Paga as taxas, reune as copias destes documentos e volta aqui!  Proximo!!&lt;br /&gt;Ja no banco Besc (um banco publico)...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Boa tarde. Pra recolher essas duas taxas tenho que enfrentar esta fila toda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Infelizmente, sim. Hoje é dia 10 e com menos de 3 ou 4 horas na fila o senhor nao vai conseguir sair daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, depois de uma hora na fila, as taxas estao pagas e retorno à Delegacia, conforme a ordem recebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia. Aqui estao as taxas pagas, o comprovante de residência, as copias de RG e CPF, o Recibo de Transferência original e, como o carro esta financiado, trouxe também copia do Contrato de Financiamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, isso nao precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixa junto mesmo assim. No ano passado precisaram. O senhor precisa destes originais dos documentos para autentica-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta no formulario que so precisamos das copias, nao dos originais. So que o senhor, primeiro, tem que fazer a vistoria. Depois volta aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, tinha que ir antes à vistoria?! Tudo bem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Feita a vistoria, de novo para a Delegacia, entrego os documentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor volte daqui a 10 dias uteis, com este canhotinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decorridos 18 dias (entre uteis e nao), volto para retirar os documentos. Como a fila nao estava tao grande, em uns 10 minutos estava eu diante do balcao, entregando o “canhotinho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O funcionario abre suas gavetas, pergunta o nome pra confirmar e emenda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor tem que trazer o contrato original de financiamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nao se espantem. E a pura verdade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;O quê?????&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nem precisa lembrar que todos os documentos originais estiveram comigo, no momento em que dei entrada ao processo, e que foram todos dispensados. Alias, a propria copia do Contrato – se nao fosse pela minha insistência, teria sido dispensada. Também é desnecessario dizer que foi inutil falar com a chefia do funcionario, porque as ordens eram do chefe dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-me sair, indignado, para a sexta estaçao (buscar o tal contrato), vitimado pela ma vontade, preguiça, incompetência ou sabe-se la o quê destes funcionarios que mantemos em seus postos às duras custas do nosso trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente na fila, um pouco maior agora, e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa tarde. Trouxe o contrato. Acho que tem que ser entregue para sua chefia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- So um minuto. (Sai o funcionario e volta com a chefa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, o senhor?!. Nao precisava mesmo o contrato original. O chefe mandou pedir desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu mereço!!!!! E quem vai pagar o transtorno do meu trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desculpa, mas isso ja nao é problema nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entao a senhora faz o favor de ler e entregar para seu chefe este texto, porque pode ser que algum jornal se interesse em publica-lo e nao quero que vocês sejam os ultimos a ficarem sabendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Pego o documento e saio, enquanto outra vitima protesta indignada diante de mais um caso de incompetência...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo tanto que trabalhamos e pagamos impostos, bem que merecemos funcionarios, chefes e chefes-dos-chefes mais preparados e com vontade de fazer o seu trabalho, para que qualifiquem os serviços prestados. Finalmente, precisamos cidadaos menos resignados e conformados que deixem de dizer apenas “Amém. Sim, senhor!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que este relato contribua para que um dia nao precisemos mais ouvir a historica pergunta: “você trabalha ou é funcionario publico?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blumenau-SC, 30 de setembro de 2003. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="mailto:edublumenau@hotmail.com"&gt;(Eduardo Gois de Oliveira)&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-106501252336786238?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106501252336786238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106501252336786238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_09_28_archive.html#106501252336786238' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-106495369534975337</id><published>2003-09-30T17:17:00.000-03:00</published><updated>2003-09-30T17:35:11.753-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A mafia "Bush Corporation"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes, a gente escreve coisas que nos fazem parecer aqueles psicoticos com mania perseguiçao, de conspiraçao; quando nao, somos so politicamente chatos mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, vejam so que esta pegando no pos-guerra (tem certeza disso?) do Iraque: recebi de uma lista que participo uma mensagem que conta que alguns empresarios e lobistas ligados a Bush criaram uma consultoria com o objetivo de dar "auxilio" a empresas interessadas em investir no Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eh noticia de capa da versao on-line do NYTimes de hoje: &lt;a href="http://www.nytimes.com/"&gt;www.nytimes.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site da tal consultoria seria o: &lt;a href="http://www.newbridgestrategies.com/index.asp"&gt;http://www.newbridgestrategies.com/index.asp&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas começam a fazer cada vez menos sentido, se eh que voces me entendem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-106495369534975337?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106495369534975337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106495369534975337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_09_28_archive.html#106495369534975337' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-106493230604503686</id><published>2003-09-30T11:16:00.000-03:00</published><updated>2003-09-30T11:37:33.320-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;De novo, os transgenicos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos, alguem ja se perguntou por que sao justamente os produtores e ambientalistas que mais protestam contra os produtos geneticamente modificados? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconforto do consumidor diante do que a Globo chama de "avanço cientifico" sera silencioso ou inexistente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao querendo barrar o suposto progresso da civilizaçao, busco uma forma de tornar o assunto mais presente no imaginario da populaçao urbana e cheguei a uma comparaçao do que significa o papel da Monsanto aos agricultores familiares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eh como se, para resolver a crise de desemprego que assola o mundo, uma benevolente grande corporaçao multinacional nos propussesse o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Tudo bem! Nos te damos um emprego, mas para se manter nele, voce tera de nos pagar uma anuidade... voce pode, ainda, optar pelo pagamento mensal ou semestral, caso prefira assim. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma assinatura de emprego, do mesmo modo que assinamos revistas e serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os felizardos que puderem bancar essa taxa (simbolica de um modo de vida questionavel) tem garantia de emprego vitalicio. Os que nao puderem, sofrerao as devidas sançoes previstas em lei, afora a marginalizaçao inerente a esse pacote tecnologico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estamos conversados?&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-106493230604503686?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106493230604503686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106493230604503686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_09_28_archive.html#106493230604503686' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-106482792416118516</id><published>2003-09-29T06:32:00.000-03:00</published><updated>2003-09-29T06:42:50.290-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O chamado do passaredo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 3h da manha. Fui despertada por uma cantoria de passarinhos que penetrava pela janela do meu quarto. Uma verdadeira conversa em alto e bom som de passaros diversos, vinda de cantos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela algazarra, mesmo que eu nao percebesse entao, soava qualquer coisa de magica, porque ela seria inimaginavel dentro da cena que se enxerga para fora da janela. O interior da quadra, que é o que se pode ver do meu apartamento, é feito de cimento, tijolos, construçoes. A unica vegetaçao que existe la fora se resume aos vasos, à grama do playground e aos arbustos decorativos dos “quintais” (se é que se possa chamar assim os pedaços de jardins improvisados ali). Sem duvida, um som que intrigava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em plena cidade grande, sem corredores arboreos visiveis, que possibilitasse a migraçao e o deslocamento pela sobrevivência dessas aves, julguei que elas se comunicassem de dentro de suas gaiolas, das sacadas dos apartamentos que davam para o interior daquela quadra residencial. Um pensamento triste, mas nao havia qualquer chance de ser diferente disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tudo muito estranho e em pouco mais de seis meses naquele endereço, essa madrugada era a primeira em que pude ouvir o som dos passaros. Intrigava-me pensar que eles pudessem cantar tao alto de dentro de suas gaiolas. Também fiquei pensando sobre as pessoas que moram nesses grandes centros, as “catedrais” da arte da alvenaria, que se cercam de vasos e gaiolas como uma tentativa desesperada de reter um pouco da vida que passaros e plantas representam... do modo de vida rural, do qual toda a humanidade veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertada por esse canto, perdi o sono. No inicio, até me incomodei com essa algazarra de uma natureza sobrevivente naqueles prédios de concreto por ela fazer a minha segunda-feira começar mais cedo que o habitual. Refleti sobre aquilo, enquanto o grito forte da vida la fora suplicava cada vez mais a minha atençao, atrapalhando uma leitura razoavel dos proprios pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei a TV num gesto instintivo de dar alguma finalidade àquela insônia... Objetivava me concentrar, entao, no que pudesse ser “util, pratico, produtivo”, de acordo com os padroes vigentes da modernidade e da sociedade de consumo pos-revoluçao industrial... Alias, pelos conceitos de uma sociedade consumista de vidas humanas, lazer, sonhos, ocio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, as noticias da madrugada nao me seduziram: violência urbana, guerras, desemprego, problemas e mais problemas que, uma vez enxergados na tela, passavam a ser os meus também, de toda a civilizaçao... que se somavam às minhas proprias dificuldades e aos conflitos cotidianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei, entao, os filmes: mais violência, mais guerras e amores futeis ou intensos, que sequer de longe eram os meus. Feita essa constataçao, abortei a operaçao de suposta produtividade adquirida pelo consumo das informaçoes veiculadas na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao escuro... Ao som estridente do passaredo urbano engaiolado. Larguei o controle-remoto ao lado da cama, onde ele se juntou à leitura inacabada, às fitas de video, às embalagens de comida e bebida para compor um quadro de desassossego, que revelava um final de semana deprimente e solitario... Isolado e absurdo. Toda aquela bagunça em volta refletia um estado de espirito confuso, disperso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canto dos passaros continuava la fora a me chamar: alto e diverso! Tentei decifrar aquelas vozes e identifica-las. Minha atençao passeava alternadamente sobre cada som diferente: o mais proximo, o mais distante, o mais grave, o conjunto melodioso... A alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do contato profissional diario com o modo de vida e as gentes do interior, as pessoas que vivem no campo, nao conseguia dar nome aos sons e associar à cada um deles as espécies de aves conhecidas. Esse conhecimento nao era proprio de minha historia; aquela vida nao significava um acumulo meu, mas apenas uma vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afugentei de pronto esse pensamento de minha mente. Que mania essa de querer classificar, entender, de nominar para se apropriar das coisas?! E tipica de uma cultura dominadora, na qual a insegurança conduz à necessidade de possuir e oprimir. Por que eu colocava tanta dificuldade no caminho e nao podia simplesmente me deliciar com o canto contagioso daqueles passarinhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza la fora me convidava a dividir a atençao e a vida entre outros valores e outras percepçoes que nao so aqueles contraditorios de uma sociedade de avanços tecnologicos e retardos sociais e humanisticos. Para obedecer ao chamado dessa vida, era preciso, pra começar, somente aprender a ouvir e sentir aqueles sons dos passarinhos. Mais nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que fiz... Logo, amanheceu. E aquela segunda-feira antecipada estava so começando. Ela foi uma semente de uma proposta de transformaçao na vida dessa mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-106482792416118516?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106482792416118516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106482792416118516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_09_28_archive.html#106482792416118516' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-106445371218203813</id><published>2003-09-24T22:34:00.000-03:00</published><updated>2003-09-24T22:36:21.766-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Semeadura Transgênica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Provisoria em Provisoria, a Monsanto enche o papo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-106445371218203813?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106445371218203813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/106445371218203813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_09_21_archive.html#106445371218203813' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-105776569594245195</id><published>2003-07-09T12:48:00.000-03:00</published><updated>2003-07-09T12:53:10.486-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Alguns alertas!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoal, tomo a liberdade de ocupar este espaço para dividir com vocês duas criticas-denuncias feitas pelo deputado federal do Parana, com quem trabalho, Assis Miguel do Couto (PT-PR).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Assis esta denunciando o casuismo do lobby de associaçoes de prefeitos e vereadores em Brasilia. Ha um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) tramitando na Câmara, desde 1999, que prevê a unificaçao das eleiçoes para todos os cargos (num mesmo dia e ano), um mandato de cinco anos e a extinçao da reeleiçao. Até aqui, sem grandes problemas, mas a abertura dos debates em torno disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que essas instituiçoes (a AMP - Associaçao dos Municipios do Parana - acabou de defender abertamente isso na CBN Curitiba) estao querendo dar um golpe: antecipar as mudanças para as eleiçoes ja de 2004, prorrogando o mandato dos atuais prefeitos e vereadores por mais 2 anos, para fazer coincidir a eleiçao com a de presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, elegemos os caras para 4 anos e eles, com a mudança, ficariam mais dois???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Assis, que é agricultor familiar e esta denunciando a maracutaia, defende que se forem acontecer estas mudanças, a populaçao seja bem informada com antecedência, possa se pronunciar e se programar para eleger os mandatos exatamente como eles serao. Ele defende que, no ano que vem, a gente eleja prefeitos e vereadores para um mandato de seis anos, sem direito à reeleiçao, e que em 2010 façamos as tais eleiçoes unificadas/coincidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso que esta pegando, enquanto a cortina de fumaça dos "casos de policia" rola la no Congresso Nacional, onde, ha semanas, eles estao enrolando a discussao de segurança publica e combate ao crime organizado!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a isso, mais uma critica: até a discussao da reforma agraria virou caso de policia por la. Os ruralistas estao pregando a tal &lt;strong&gt;CPI do MST &lt;/strong&gt;com o objetivo claro de desgastar o governo, que nao conseguir? cumprir o calendario da convocaçao extraordinaria e votar as reformas na Câmara. De onde ela seguiria, depois, para a tramitaçao no Senado Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo os comentarios de quem se interessar por esses assuntos. Contra ou a favor, o importante é a gente participar dos processos, nao deixar que definam os rumos em gabinetes, fechados, e de forma mercantil. Na qual eles sempre lucram com a nossa desinformaçao ou omissao.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-105776569594245195?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/105776569594245195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/105776569594245195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_07_06_archive.html#105776569594245195' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-105776378675704688</id><published>2003-07-09T12:16:00.000-03:00</published><updated>2003-07-09T12:30:34.223-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O tal boné do MST&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, uma cena muito debatida na imprensa nacional – na paranaense, com toda a certeza – foi a do presidente Lula com o boné do MST e suas implicações sócio-políticas. Embora não haja razões para estranharmos o fato desta imagem – o boné do MST na cabeça presidencial – haver rendido tamanha polêmica, esta repercussão do fato merece, sim, algumas reflexões por parte, especialmente, de comunicadores preocupados com a responsabilidade social da imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo de opinião não se dedica à defesa do gesto de Lula, mas à análise da polêmica e da postura da imprensa nacional. Se fosse assim, as argumentações buscariam fundamentos na história de vida do atual presidente, no fato dele já ter usado broches e bonés anteriormente em exposições agropecuárias, cujas entidades promotoras são ligadas à base ruralista do Congresso Nacional e isso não ter gerado o mesmo estranhamento na sociedade via imprensa, no fato de Lula diferenciar o gesto de colocação do boné sobre sua cabeça da colocação de uma bandeira do movimento sobre a mesa presidencial e na conjuntura política, em que o MST reivindica para si o status de oposição de fato ao governo, com ocupações de terra em vários estados e criticando-o por um suposto “continuísmo neoliberal”, pressão política que predispõe o governo a priorizar essa negociação e a um “pisar em ovos” constante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a isso, vale comentar que, embora não conste das palavras usadas em suas declarações oficiais, o MST, ao pressionar o governo por medidas imediatas, faz a ele a oposição que o PSDB e o PFL, por exemplo, não empreenderam, por força da falta de hábito, nesse primeiro semestre de governo, mas que terão tempo suficiente para se dedicar à sua capacitação até as eleições municipais do próximo ano. O MST assume nos holofotes da imprensa, hoje, sem desmerecer as necessidades que demandam urgentemente uma reestruturação fundiária no País, o lugar que, até há pouco, ocupavam os chamados “radicais” do PT. Porque oposição da esquerda a Lula dá pano pra manga, ou seja, vende!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É diante desse quadro que Lula coloca sobre sua cabeça um boné do MST e, em seguida, a imprensa repercute o fato, como não o fez em vezes anteriores em que o presidente usou outros adereços panfletários em visitas ou audiências, seja por excesso de diplomacia de Lula ou por pura necessidade deste de seduzir a oposição para faturar a abertura de uma negociação. Até pela emoção que envolve os temas MST, reforma agrária, conflito de terras, interpretações legais e acusações diversas, o fato é que o gesto do presidente Lula virou uma grande notícia. A repercussão, por meio de enquetes, de entrevistas, comentários e análises, ganhou espaço nos veículos de comunicação de cabo à rabo do País, pautadas no gancho “você acha que o Presidente errou?”, como aconteceu com uma emissora de rádio de Curitiba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo em casos em que essa pergunta não foi feita tão claramente, para ser seguida do julgamento na opinião pública, o estranho é que ela não foi precedida tão pouco de uma manifestação concreta, social ou individual, de descontentamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repercussão do fato começou imediatamente após a imagem e o primeiro documento concreto de descontentamento aconteceu somente na edição da Folha de São Paulo de quinta-feira: um texto assinado pelo senador e presidente do PFL, Jorge Bornhausen. Não houve, antes da repercussão, por exemplo, uma nota pública de uma entidade ligada aos setores patronais da agricultura ou de qualquer movimento que esteja em lado oposto ao MST nesse cabo de força dos conflitos fundiários brasileiros. A nota veio depois, seguida do boicote de lideranças ruralistas à solenidade que o presidente realizou no Palácio do Planalto em alusão ao Dia Internacional do Cooperativismo. E, em seguida, veio a proposta da tal CPI do MST, que está se prestando efetivamente ao papel de atrapalhar a votação das reformas na convocação extraordinária do Congresso no mês de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A repercussão que a imprensa fez, portanto, do fato de Lula ter usado um boné do MST não obedeceu à trajetória natural de noticiar o descontentamento, a partir de um fato concreto, mas a pergunta foi formulada, sim, pelos próprios veículos de comunicação, que colocaram sobre suas cabeças um boné de repúdio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolvo às redações e bancos acadêmicos de comunicação social a pergunta se essa repercussão, da forma como aconteceu, está em sintonia com o papel da imprensa. Nossa imprensa é o conjunto dos cinco sentidos da sociedade ou sua própria formadora de opiniões? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa brasileira se antecipou ao descontentamento ou o gerou? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao repercutir a cena de Lula com o boné do MST, ela se adiantou à polêmica ou instituiu e acirrou um conflito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa pela terra no Brasil e no mundo parece ser um dos problemas mais insolúveis da humanidade e é, sem sombra de dúvidas, um dos principais fatores que levam às guerras e que vão redesenhando, a partir de avanços territoriais, o mapa do poder político e, conseqüentemente, o do econômico. Qual a real contribuição social da imprensa diante desses conflitos: pautar a notícia dos fatos/conflitos na busca da verdade, se antecipar em noticiar um fato/conflito que é previsível para orientar essa busca ou criar os fatos/conflitos, a busca e a própria verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvidas, também, quanto à exploração comercial de uma polêmica, visto que ela possa render espaços importantes nos veículos de comunicação e isso signifique a venda de mais notícias ao consumidor de forma direta e a valorização dos espaços existentes na venda indireta de opiniões sob a forma de mais anúncios. O que remete à outra pergunta para a academia: é função do profissional de imprensa dos dias atuais promover a circulação das informações ou vender os espaços jornalísticos? Pensando nisso, o boné do MST em Lula foi tratado apenas como uma grande notícia ou como um grande negócio? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comercial ou ideológico? Eis a questão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-105776378675704688?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/105776378675704688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/105776378675704688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_07_06_archive.html#105776378675704688' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-95986930</id><published>2003-06-24T14:18:00.000-03:00</published><updated>2003-06-24T14:18:54.536-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;B&gt;FAZENDO MEDIA&lt;/B&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amiges,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada conseguimos imprimir o primeiro número do FAZENDO MEDIA - a média que a mídia faz. Quem quiser receber o jornal em casa, basta enviar um emeio pra mim (salles@centroin.com.br) com o endereço completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-95986930?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95986930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95986930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_06_22_archive.html#95986930' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-95493681</id><published>2003-06-10T02:33:00.000-03:00</published><updated>2003-06-10T02:33:36.873-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Aquela noite&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, desde aquela noite, esse sentimento me assalta e me tortura por infinitas horas. Sinto como se tivesse tido minha alma amputada e meu coração esquartejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que o arrependimento faz chorar, é também verdade que o sentimento de culpa me faz sentir morto, pois é como se estivesse preso num lugar escuro. Mas, ao mesmo tempo, vivo o suficiente para sentir toda essa dor horrível percorrer cada centímetro do meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir-se responsável por perder um grande amor é como se transformar num morto-vivo, essa criatura errante que vaga perdida pelas noites e não mais consegue encontrar alegria na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-95493681?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95493681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95493681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_06_08_archive.html#95493681' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-95483902</id><published>2003-06-09T19:53:00.000-03:00</published><updated>2003-06-09T19:55:39.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Olhos de Mar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(Para a menina Vanessa, de 2 anos, filha de agricultores familiares de Capanema-PR)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos olhos da menina mora um mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azul e profundo. Como se fosse possível mergulhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela chora, quebra o coração da gente &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como quebram as ondas que escapam pelo canto dos olhos da menina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ela fica brava, seu mar interior se agita e dá lugar a uma tempestade repentina &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira um mar revolto num olhar intempestivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o mar, os olhos da menina espelham a beleza da vida e a força da natureza... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes calmaria; às vezes tormenta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vezes em que me perco nesse olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lugar do mar nos olhos da menina, vejo o céu: claro e imenso; azul e bondoso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse olhar que quero viajar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse céu-mar que a vida encontra razões de continuar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-95483902?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95483902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95483902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_06_08_archive.html#95483902' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-95232538</id><published>2003-06-03T08:48:00.000-03:00</published><updated>2003-06-03T09:03:27.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O fim da maldição do Vice?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se todos perceberam, mas, antes, quando o presidente da República viajava (e o último viajava pra caralho!) e o vice assumia, a imprensa valorizava o vice, seguindo o protocolo, e batizando-o também de "presidente em exercício".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajando um pouco na história mais recente do país (pós-Diretas Já!), dá pra concluir que não se tratava unicamente de protocolo, mas de bajulação, pois os vices acabaram por se tornar as figuras mais ilustres e até mais nocivas ao país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio FHC com o magrão, Marco Maciel, à tiracolo. Embora uma cobra-criada das oligarquias nacionais, não passava de uma mortalha de papagaio-de-pirata, posando nas fotos oficiais e ofuscado pelo brilho do tucano-mor. Ainda assim, prevalecia o termo presidente em exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No governo Lula, a história é outra. Esta é a segunda saída dele em que percebo a diferença no tratamento da imprensa. O vice, o empresário José Alencar, é vice mesmo e deu! O presidente do Brasil está em viagem. A cobertura disso ocupa maior parte do noticiário que o ti-ti-ti sobre o que o outro disse ou tentou dizer ao ocupar a cadeira presidencial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a caneta do presidente? Aquele medo passado que a gente tinha das caneteadas repentinas e furtivas, os da minha geração se lembram? É bom a gente espionar o diário oficial, pra confirmar, mas suspeito que o Lula tenha levado a caneta presidencial no bolso, pra passear no G-8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou constatando um fato. Não sei quanto a vocês, mas a tiete aqui está gostando dessa mudança de comportamento geral :-) E acredito que muito tenha a ver com a liderança do cara, sua trajetória e com a identificação por parte da sociedade de que Lula &lt;b&gt;"É"&lt;/b&gt; o presidente do Brasil. E seja a própria expressão do que se elegeu em termos de perspectivas para a nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser um centralismo, mas é um centralismo tranquilizador na minha opinião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-95232538?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95232538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95232538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#95232538' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-95221790</id><published>2003-06-03T01:07:00.000-03:00</published><updated>2003-06-03T01:07:55.086-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acordo.&lt;br /&gt;O sol invade meu quarto &lt;br /&gt;Com seu calor dilacerante&lt;br /&gt;Vejo a beleza do dia que no mundo transborda&lt;br /&gt;pelo céu azul.&lt;br /&gt;O convite à felicidade é como uma obrigação&lt;br /&gt;que gostaria de cumprir,&lt;br /&gt;Mas não posso.&lt;br /&gt;Meu peito faz sombra&lt;br /&gt;no meu olhar,&lt;br /&gt;um eclipse solar.&lt;br /&gt;pela janela vejo o mundo&lt;br /&gt;que não me espera,&lt;br /&gt;que não me responde,&lt;br /&gt;mas espera de mim &lt;br /&gt;um imenso sim&lt;br /&gt;tão inatingível quanto o sol que me invade.&lt;br /&gt;Há no meu corpo um ponto qualquer &lt;br /&gt;de dor adormecida&lt;br /&gt;Que acorda quando o Sol&lt;br /&gt;convida a sorrir &lt;br /&gt;mas choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-95221790?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95221790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95221790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#95221790' title=''/><author><name>manoela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16040576095688698860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-95093447</id><published>2003-05-30T16:39:00.000-03:00</published><updated>2003-05-30T16:39:39.723-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;Uma novelinha politicamente incorreta, tem mais duas partes prontas. De puro escracho. Subliteratura é isso. Que engulam com fogo ou espada os conservadores do mundo das letras. Abraços ao pessoal do mural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01# Tapa na fuça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIAGNÓSTICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O doutor pegou meus setenta dinheiros, metou-os no bolso, nem tocou a mão em mim, e diagnosticou: Frescura, acho que o senhor está com frescura, se for frescura não tem cura. Deu-me um tapa na fuça e ordenou: Suma daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACHISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre bom falar com um especialista. Achei que estava mesmo ficando fresco. Então procurei outro doutor, pra me certificar. Agora, um achiologista, de primeira, que achou o seguinte: que eu estava ficando mesmo é louco. E que frescura não é nem de longe parecida com loucura. Frescura tem cura. Loucura não. Achou ele. Duvidei eu. Mas não iria teimar com um achiologista. Paguei setenta dinheiros a ele, que avidamente os meteu no bolso e soltou-me o remédio ali mesmo, na hora: um tapa na fuça. Perguntei se tanto pra loucura como pra frescura o remédio era o mesmo. Ele achou que sim e me mandou sumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A QUEDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recepcionista do consultório do doutor achiologista de primeira se encarregou de me defenestrar. Caí de fuça no meio-fio. Depois do belo tapa do doutor, uma pancada na sarjeta. Serviu pra abrandar minha loucura. Ou minha frescura. Sei lá. Enfim, me levantei e fui descendo a ladeira rumo ao ponto-de-ônibus. Foi quando escorreguei numa nostálgica bala azedinha. Havia muito tempo que aquela azedinha devia estar ali. Já não se poderia mesmo afirmar que fosse uma bala. Sim, uma espécie de âmbar. Que tinha dentro da sua gosma endurecida uma espécie de inseto primitivo (um mosquitão), tipo aquele do Jurassic Park, retendo o sangue milenar com o DNA de um ser dinossáurico, anacrônico, chupador de bala azedinha. Todavia, isso foi mera divagação minha, pois não tive muito tempo pra pensar, muito menos pra observar a maldita azedinha. Rolei uns quarenta metros ladeira abaixo, sendo parado apenas pelas botas bem engraxadas de uma policial de trânsito. Que me multou, justificou-se ela, porque eu descia na contramão e em alta velocidade. Perguntei se ela sabia com quem estava falando. Quem ela estava multando. No que ela me respondeu: Falando com e multando um veículo desgovernado. Me convenceu. Eu era mesmo um veículo desgovernado àquela altura. Aceitei a multa sem frescura. Nem fiquei louco de raiva. Paguei ali mesmo. A policial pegou meus cento e oitenta dinheiros, enfiou-os no bolso e me deu um tapa na fuça. Perguntei por que do tapa na fuça se eu já pagara a multa. Porque, ela respondeu, você tem cara de quem chupa bala azedinha, gente como você é um perigo no trânsito, e além do mais você adiantou o pagamento da multa e só isso já seria motivo pra que eu lhe desse um tapa na fuça, onde já se viu essa boa vontade desmesurada de pagar contas antes do vencimento, agora suma daqui, se não quiser levar mais uma multa e outro tapa na fuça. Sumi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NO ÕNIBUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no coletivo meu nariz estava muito inchado. Vermelho e redondo feito nariz de palhaço. Uma senhora robusta, com a cara vermelha e o nariz mais vermelho que a cara, ficou a me perscrutar, com um certo desdém. Não me contive. Qualé a sua, italianona pipa, nunca viu alguém com um nariz tão vermelho quanto o seu, toscana de uma figa. A pipa tentou dissimular. Eu insisti. É com você sim, pipona. Tá disfarçando o quê. Com ares de inocência, de quem não sabia de nada, de quem não me provocara com aquele olhar desdenhoso, com aquela cara de dedo chupado, reagiu, É comigo que o senhor está falando. É sim senhora. A senhora sabe pra quem está olhando com essa cara rubra, interpelei-a. No que ela foi engraçadinha dizendo estou olhando prum palhaço do nariz inchado. Não, não, minha senhora, fui enfático, a senhora está falando com o Ministro dos Transportes Coletivos. Ela riu. Seu rubor aumentou. Mais gente no ônibus riu. Quer apostar — desafiei. Quero — ela reagiu. Então toma, desferi o golpe: pegue este papel aqui com a minha assinatura e mais este vale-transporte e tente, que conseguirá, andar em qualquer linha de ônibus desta cidade. A pipa me olhou espantada. Como que reconhecendo a minha autoridade. Baixou o coco. Todos no ônibus me aclamaram. Dei muitos autógrafos. Um em especial. Pra uma japonesinha loura, e anã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FLERTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube, ao primeiro olhar, que aquela figura diminuta era a mulher pra minha vida toda. (Tive esse pensamento amparado por uma brincadeira politicamente incorreta que pergunta se a gente já foi em enterro de anão, todo mundo sempre responde que não, e se todo mundo responde que não é porque os anões nunca morrem, oras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não falarmos a mesma língua, nos entendemos só com o olhar. Ela descera na próxima parada e com o ônibus apinhado, gente ainda me pedindo autógrafo, querendo me abraçar, não consegui descer com ela. Estava eu muito distante da porta de desembarque. Mas entendi o recado ideogrâmico que ela me passou com o olhar: Hoje à noite, no circo, depois do meu número, a gente se vê. Perfeitamente. Perfeitamente entendi e respondi também em olhar ideogrâmico: Te vejo lá, pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAIXÃO &amp; CIRCO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palhaços vêm primeiro. Depois os macacos. Um urso de bicicleta. Aí começa a esquentar. Trapézio. Domador fazendo peripécias sob as patas do elefante. Globo da morte etc. Acho que foi mais ou menos essa a seqüência do espetáculo circense. Não sou muito ligado a circo, confesso. Nesse dia em que fui ver a minha pequena anã japinha, e loura, nem me liguei muito no roteiro circense. Estava muitíssimo ansioso. Só queria vê-la. Mas aí entrou o espetáculo que era pra ser o mais aterrador da noite. Monga. A mulher barbada. Foi uma coisa de pêlo. Fiquei embevecido. Absorto naquela fêmea imponente. Exalando uma pródiga sensualidade. Não me contive. Não quis nem esperar pelo número da japinha anã. Quando Monga saiu do picadeiro, corri desabalado, dei a volta no circo, e consegui interceptá-la antes que entrasse em seu trailer, que lhe servia de morada e de camarim, e me declarei. Ela me perguntou quem eu estava pensado que era para barrá-la daquele modo e fazer uma declaração de amor tão afobada, sem mesmo a conhecer. Eu disse, Estou pensando não, eu sou: o Ministro dos Espetáculos Circenses, um indivíduo, pois, muito importante, que pode lhe garantir um futuro brilhante nos melhores circos do país, além de muito amor e devoção. Ela me pediu um tempinho. Disse que ia se barbear e pensar no caso. Em instantes voltou. De mala e cuia. A cuia, de estimação (estava com ela desde o início de carreira), pra se barbear. Mais uma tesourinha e uns barbeadores de segunda. Então respondeu: Aceito, vamos fugir, afinal não agüento mais ser tratada a pão e banana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugimos. Mas não demorou até que o pessoal do circo desse conta do fato e viesse ao nosso encalço. Já quase pela manhã nos alcançaram. Foi uma batalha. Queriam me tomar a Monga a qualquer custo. Puxavam de um lado, e eu, sozinho, do outro. Eles puxavam pelos pés, e eu pela barba, que estava mais curta, visto Monga ter aparado os fios antes de partirmos. O que me dificultou o combate. Mas conseguimos escapar. Nos escondemos por dois dias numa caverna de uns parentes dela. No alto de um morro. Não teve jeito, fomos descobertos pela recalcitrante canalha circense. Obstruímos, com os parentes barbados e armados de tacape da Monga, as veredas que davam acesso ao topo do morro e ficamos esperando pela investida de palhaços, mágicos, engolidores de fogo e espadas, domadores, trapezistas, equilibristas e anões. O que não estávamos esperando era sermos atingidos por anões em chamas catapultados em direção à caverna. O mato seco do lugar começou a se incendiar. Fomos ficando sufocados lá dentro. Tanta era a fumaça. Saímos. Eu e Monga, pois os outros estavam todos na batalha, impedindo a subida dos intrépidos caçadores de mulher barbada. Foi quando, como que por milagre, despencou uma tempestade. Que apagou as chamas e dificultou o acesso, agora virado num lamaçal escorregadio, ao cume do morro. Quando achamos que haviam desistido, começou novamente o arremesso, uma tempestade, de anões, não mais em chamas, contra nós. Eu jamais poderia supor de onde surgiam tantos anões como munição. Foi então que Monga me disse que o circo possuía um enorme estoque deles, produzidos em cativeiro e das mais variadas espécies: negros, mulatos, índios, albinos, chineses, eslavos, alemães, javaneses, nórdicos e japoneses. Enfim, arremessaram muitos anões. Até que por fim, o que demorou umas três horas de arremessos constantes, a munição acabou. Um último anão foi arremessado ainda, tempinho depois. Era a japinha loura. Que rachou o coco numa pedra e me disse essas últimas palavras, em olhar ideogrâmico: Adeus, te amei tanto, e de tanto te amar até deixei que me arremessassem pra ver se morria nos seus braços. Segurei-a, com carinho, em meus braços e ela expirou. Não me contive de emoção e chorei. Chorei muito. Batera o remorso. Se eu não a abandonasse, agora não estaria morta, mortinha. &lt;br /&gt;Enquanto eu chorava, Monga ao meu lado chorava de raiva e ciúme. Não perdi tempo, e providenciei um velório e um enterro com todas as pompas que o momento e a situação permitiam. Enterramos a pobrezinha. Fiquei abatido e com forte sentimento de culpa. E Monga nutrindo agora um ciúme, um ciúme mortal. Me disse que eu estava arrependido e que amava era a japinha, não ela. Eu insisti que não era verdade. Mas não teve jeito. Tivemos uma briga daquelas, que se encerrou com Monga me dando um tapaço na fuça, que me fez rolar morro abaixo, enquanto ela gritava que eu nunca mais voltasse. Não voltei. Mas pelo menos fiquei com uma certeza: fui o primeiro indivíduo a presenciar e a providenciar um enterro de anão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM DA PARTE 01 – EM BREVE, PARTE 02, FIQUE ANTENADO. &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-95093447?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95093447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/95093447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_25_archive.html#95093447' title=''/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02086249558510619651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94949490</id><published>2003-05-27T14:56:00.000-03:00</published><updated>2003-05-27T14:56:28.100-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Um rio que tudo arrasta se diz violento. Mas não se dizem violentas as margens que o oprimem"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Bertold Brecht.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94949490?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94949490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94949490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_25_archive.html#94949490' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94926213</id><published>2003-05-27T01:50:00.000-03:00</published><updated>2003-05-27T14:57:20.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Este texto é parte do programa Fazendo Media, que vai ao ar nesta semana. Quem quiser (e puder) assistir, o Fazendo Media vai ao ar às quartas-feiras, 22h, no canal 16 da NET (Niterói/São Gonçalo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94926213?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94926213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94926213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_25_archive.html#94926213' title=''/><author><name>manoela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16040576095688698860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94926145</id><published>2003-05-27T01:48:00.000-03:00</published><updated>2003-05-27T01:48:41.200-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O ex presidente Fernando Henrique foi muito criticado quando disse: "esqueçam o que eu escrevi". Ao afastar das atividades do PT a  deputada federal Luciana Genro, por ter divulgado o vídeo em que Lula, entre outras coisas, criticava a reforma que hoje defende, o atual presidente está como que dizendo: esqueçam o que eu disse. Na imagem da posse, nota-se a presença marcante de eleitores de Lula, presentes no ato. Ironicamente, ao subir a rampa do Planalto, Lula dá as costas para estes eleitores e segue em direção a Fernando Henrique Cardoso. O atual presidente costuma dizer que "a esperança venceu o medo". A gente se pergunta: não estaria Lula dando as costas para esta esperança? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94926145?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94926145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94926145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_25_archive.html#94926145' title=''/><author><name>manoela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16040576095688698860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94925736</id><published>2003-05-27T01:36:00.000-03:00</published><updated>2003-05-27T01:36:42.503-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Já que o discurso é uma construção, e, por isso, a verdade é produzida de acordo com os mecanismos de poder, chega-se a conclusão que um jornalismo imparcial é impossível, pois sempre que se observa um acontecimento, observa-se sob determinado ponto de vista. Então, que este ponto de vista seja aquele que favoreça a maioria da sociedade, que não seja um instrumento de alienação e não sirva para manter a opinião publica submissa ao capital a às empresas que pretendem continuar a saga pela exploração das riquezas mundiais. Este é o espírito do Fazendo Media. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94925736?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94925736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94925736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_25_archive.html#94925736' title=''/><author><name>manoela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16040576095688698860</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94790988</id><published>2003-05-23T13:00:00.000-03:00</published><updated>2003-05-23T13:00:01.476-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Oi! O meu nome é Paulo Stenzel.&lt;/b&gt; Eu costumava escrever aqui com uma certa frequência, mas ultimamente, por uma série de razões, precisei dar um tempo. Agora estou voltando devagar, devagarinho. Será que alguém aí lembra de mim? &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94790988?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94790988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94790988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_18_archive.html#94790988' title=''/><author><name>Paulo Stenzel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10616415800150159179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94745557</id><published>2003-05-22T14:19:00.000-03:00</published><updated>2003-05-23T12:56:32.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Os Piores.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei uma decisão que, aos mais desatentos, pode parecer estranha. Resolvi escolher alguma coisa na qual eu não leve o menor jeito e me dedicar a ela. Assim, quem sabe um dia, eu tenha o meu nome imortalizado. Loucura? Talvez, mas preste atenção ao quanto o ruim, o de mau gosto é cultuado e depois diga se eu tenho ou não razão. É visível, não há como ignorar, os piores, seja no que for, têm um charme irresistível, uma simpatia, um carisma muitas vezes maior do que os melhores nesta mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos exemplos. Sabe qual é um dos times brasileiros mais conhecidos pelos adoradores de futebol? É uma equipe que jamais teve um título nacional e já levou goleadas históricas, o Íbis Sport Club, nada menos que o autoproclamado pior time do mundo. No ano passado, no mesmo dia e hora em que Brasil e Alemanha disputavam a final da copa para decidirem quem era o melhor do mundo, outro jogo era realizado entre outras duas seleções, as duas piores. Butão, um pequeno país asiático e 202º no ranking da Fifa; e Montserrat, uma ilha do Caribe e 203º colocada, ou seja, última do mesmo ranking, disputaram este amistoso promovido pela KesselsKramer, agência de publicidade holandesa que transformou o evento num documentário. O jogo foi um grande sucesso e terminou com o Butão goleando por quatro a zero e confirmando as posições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, a cidade escocesa de Dundee imortalizou o seu filho mais ilustre no centenário da morte do mesmo. O homenageado foi William Topaz McGonagall, reconhecido internacionalmente como o pior poeta de todos os tempos. Por causa dele, foi inventado o "poet-baiting” (atormenta-poeta), espetáculo onde o artista recitava seus poemas enquanto o público vaiava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantos cineastas já mereceram um filme sobre a sua vida? Entre os poucos, está Ed Wood, o pior dos piores. Os seus filmes são tão ruins, tão absurdos e infames que agradam. Hoje há milhões de fãs espalhados pelo mundo cultuando os horríveis filmes de terror e ficção científica como "Plan 9 From de Outer Space", considerada a maior obra de todos os tempos em cine B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não caia no erro de confundir ruim com kitsch, muito menos tente forçar a situação de querer ser mal em algo. É preciso ser natural. É preciso levar-se a sério. Ed Wood tinha certeza absoluta que era um grande cineasta, McGonagall usou por toda a vida a “Ordem do Cavaleiro do Elefante Branco” concedida pelo "rei Theebaw da Birmânia". A condecoração era, na realidade, apenas uma brincadeira, mas o poeta sempre acreditou que havia sido mesmo reconhecido pelo tal rei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A julgar por algumas músicas, alguns programas de televisão e mesmo por alguns livros que tem sido lançados, tenho certeza que a cultura do mau gosto pop ainda tem um longo e próspero caminho pela frente. Portanto, da próxima vez que achar algo realmente mau, não se apresse em dizer que não gosta, você poderá estar desprezando uma das maiores celebridades dos próximos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94745557?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94745557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94745557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_18_archive.html#94745557' title=''/><author><name>Paulo Stenzel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10616415800150159179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94630716</id><published>2003-05-20T10:02:00.000-03:00</published><updated>2003-05-20T10:02:13.003-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bad news.&lt;br /&gt;Pelo menos pra quem gosta de boa lietratura e de gente inteligente, coisa rara neste mundinho de teu deus.&lt;br /&gt;Morreu na sexta um dos nossos maiores escritores em atividade, o curitibano menos curitibano que existiu (ao lado do Leminski),&lt;br /&gt;Jamil Snege. Se você gosta de boa irônia, sarcasmo sacado, lírica não derramada, leia o que o cara deixou. Não perca tempo com Folha de SP, Rede Globo,&lt;br /&gt;Veja e essas drogas do mundinho banal e medíocre da imprensa. Gente de merda feito Bush e Roberto Marinho não morrem, que vaso ruim não quebra, e sempre são assunto nesses merdas. Os caras decentes , aqueles que transformam as consciências, pelo menos em suas aldeias, o que já é muita coisa, vão mais cedo. E lembrem-se: a mensagem do real não está no ar, via satélite, está nas entrelinhas,  e para sempre, da boa literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandrinever&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94630716?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94630716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94630716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_18_archive.html#94630716' title=''/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02086249558510619651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94239745</id><published>2003-05-12T23:11:00.000-03:00</published><updated>2003-05-12T23:11:23.390-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Thea, me liga, preciso te achar! Bjs, Sara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94239745?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94239745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94239745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94239745' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94239686</id><published>2003-05-12T23:10:00.000-03:00</published><updated>2003-05-12T23:10:21.240-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pensamento do dia:&lt;br /&gt;"TRABALHAR DÁ MUITO TRABALHO"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENTRE AS MAQUINAS DO ESCRITORIO&lt;br /&gt;SINTO OLHOS ME VIGIANDO&lt;br /&gt;SE ADORMEÇO OU VOU EMBORA&lt;br /&gt;OS OLHOS REPROVAM &lt;br /&gt;ESTAVAM ME OLHANDO&lt;br /&gt;TRABALHO TEDIOSO&lt;br /&gt;A ESFINGE FINGE QUE NAO SE IMPORTA&lt;br /&gt;E SE VACILO NA RESPOSTA&lt;br /&gt;ME DEVORA&lt;br /&gt;ME MANDA EMBORA&lt;br /&gt;SE FAÇO UM BOM SERVIÇO&lt;br /&gt;ESSES OLHOS OBLÍQUOS SE FINGEM DE AMIGO&lt;br /&gt;MAS SÃO DE VIDRO&lt;br /&gt;SÃO LENTES&lt;br /&gt;A MERO SERVIÇO DE OUTRAS MENTES&lt;br /&gt;COMO UMA ABELHA OPERARIA&lt;br /&gt;VALE A ORDEM DO SISTEMA MAIS UMA VEZ&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94239686?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94239686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94239686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94239686' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94234256</id><published>2003-05-12T21:13:00.000-03:00</published><updated>2003-05-12T21:13:45.943-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Derivações do mesmo tema (abaixo)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As más línguas se divertem em contar que o governo do Paraná resolveu fazer um zoneamento da população do estado, a partir dos hábitos e das preferências alimentares de cada um:&lt;br /&gt;- Quem gostar muito de tomar café, vai para &lt;b&gt;Cafelândia&lt;/b&gt;;&lt;br /&gt;- Os descendentes de gaúchos, na maioria, que gostarem muito de tomar mate, para &lt;b&gt;Matelândia&lt;/b&gt;;&lt;br /&gt;- O governador só não sabe como remanejar e redistribuir a lista que não pára de crescer, ou seja, aquela dos pretendentes a novos moradores de &lt;b&gt;Rolândia&lt;/b&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94234256?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94234256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94234256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94234256' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94223350</id><published>2003-05-12T17:33:00.000-03:00</published><updated>2003-05-12T21:53:53.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Geografia Sexista&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob fortes protestos do setor viril da sociedade ponta-grossense, o movimento feminista local conseguiu do poder público a aprovação de um plebiscito para tentar mudar o nome da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres justificaram a causa como sendo uma bandeira em nome da legítima defesa: “Este nome carrega a dor física e o sofrimento de uma humilhação sexista, da qual somos vítimas caladas há muito tempo. Isso tem de ter um fim!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem fez coro aos homens de Ponta Grossa (PR) e desmereceu publicamente os argumentos feministas foi a população feminina da vizinha Campo Largo (PR). A união em torno da causa de setores de Ponta Grossa com os de Campo Largo soou na imprensa como um convite velado para a migração em massa dos homens de lá para junto das mulheres de acolá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história correu. Multiplicaram-se adesões de todos os cantos e a mídia, ciente dos pontos a mais na audiência, explorou os detalhes sórdidos da polêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ponta-grossenses receberam forte apoio das Jumas Marruás, da Ana Raio e do Zé Trovão (esse ainda não está bem explicado), vindos lá do Pantanal da Nhecolândia (MS). Lá, também, há um movimento sexual organizado em defesa da qualidade de vida naquelas áreas úmidas, que repudia a violência contra a mulher... Se bem que, lá, a mulherada quando se machuca, vira onça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os machos ponta-grossenses engoliram em seco quando receberam a seu favor, diante das câmeras de TV, em debate no horário nobre, os sentimentos multi-coloridos dos GLS de Xique-Xique (BA) – de apoio dado e muito bem dado não se olha os dentes! – em um bilhetinho onde se podia ler: “achamos o nome da cidade muito meigo e até excitante. Ponta Grossa! Ponta Grossa! Ponta Grossa! Ui!!!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem repudiou severamente a causa das feministas dos Campos Gerais do Paraná, também, foi o semanário de Anta Gorda (RS), que dedicou a capa e uma vasta matéria nas páginas centrais do tablóide à dissecação do tema, despindo verdadeiramente todos os argumentos contrários ao nome. O lead era assim: “Não é possível imaginar outro nome que caiba melhor nas nossas exigências por qualidade de vida que o da cidade de Ponta Grossa. Ainda assim, a frigidez parece ter tomado conta daqueles cidadãos e cidadãs, que realizarão um plebiscito para alterar esse nome, que tão bem rima com o ‘sonho de consumo’ de nossas sociedades antense e gaúcha. Se o plebiscito fosse pra estes pampas, independentemente do sexo da pessoa consultada, seríamos unânimes em manter Ponta Grossa no mais alto patamar de aprovação!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as princesinhas dos Campos Gerais não se deixaram abater. Pagaram um anúncio de capa na Folha de São Paulo para exibir um apoio mais distante. Do Além-Mar, chegaram cartas de gajos e gajas de Trás-Os-Montes (Portugal), que se uniram literalmente no local em solidariedade ao sofrimento metafórico das paranaenses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma observação de letras mínimas, as ponta-grossenses concluíram, anunciando no anúncio do jornal, que estavam em contato também com os astronautas da estação espacial internacional, que, há tanto tempo engolindo pílulas, podiam estar mais sensíveis à causa feminina. A esperança é a última que morre! Desde que eles não resolvam mandar seu apoio pelo ônibus espacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se divertia aos montes com essa celeuma eram os cidadãos de Pau Grande (RJ). Com a mudança no nome, Ponta Grossa perderia uma fatia significativa do turismo temático na baixa e na alta temporadas, fatia essa que migraria para lá. Sem contar a massageada no ego e a elevação na auto-estima viril que isso traria aos superdotados fluminenses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O furdunço repercutiu especialmente, também, nas rádios locais de Volta Redonda (RJ), Cucuí (AM), Bacabal (MA) e nos municípios paulistas de Cubatão, Batatais, Ferraz de Vasconcelos, Itu e Matão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma solução radical, a la Rei Salomão, porém, veio de Castro e Capanema, ambos municípios do Paraná, mas foi abominada por ambos os lados da sociedade ponta-grossense... Seria uma medida mais dolorosa do que a da aceitação do nome como estava pelas feministas da região dos Campos Gerais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, os castrenses e a população de Capanema, no entanto, tenham cortado mesmo o mal pela raiz e contribuído de alguma forma na elucidação do problema. Porque, no dia nove de janeiro, para felicidade geral dos homens da cidade, o plebiscito disse ao povo que: Ponta Grossa fica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;União da Vitória (PR) sediou a confraternização dos vencedores. Mas como a justiça não é nada cega nesses casos e muito preconceituosa, diga-se de passagem, os gays de Xique-xique ficaram de fora... foram barrados, o que fez com que a população de Porto União (SC), cidade vizinha, conhecesse as últimas novidades interativas em termos de chafariz de praça! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres de Campo Largo (PR), que conquistaram a simpatia dos homens de Ponta Grossa (PR), sem conseguir reduzir a distância de quase 100 quilômetros que as separam destes, seja por meio da construção de um túnel ou de uma ponte extensa, resolveram instituir uma política de intercâmbio e de cooperação técnica que as aproximasse do seu alvo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O representante das Nações Unidas até sugeriu aos prefeitos locais que decretassem os dois municípios como “cidades-irmãs”, mas foi vaiado antes mesmo de terminar o discurso e foi corrido até Quixeramobim (CE). Vê lá se tem graça uma coisa dessas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, o episódio serviu para oficializar um encaixe perfeito envolvendo as mulheres de Campo Largo e os homens de Ponta Grossa, que, em geral, passam sua lua-de-mel em Feliz (RS) e colhem os frutos dessa relação em Caldas Novas (GO).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94223350?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94223350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94223350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94223350' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94200663</id><published>2003-05-12T10:19:00.000-03:00</published><updated>2003-05-12T10:19:33.470-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;O FILHO MORTO DE JOSÉ&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou um homem simples, sabe.”&lt;br /&gt;“Sei.”&lt;br /&gt;“Nunca nem perto cheguei de um doutor, uma doutora, pra prosear.”&lt;br /&gt;“Então, agora tem a chance. O que o traz aqui?”&lt;br /&gt;“Me indicaram a senhora.”&lt;br /&gt;“Sei. Estou sabendo. Por quê?&lt;br /&gt;”Quero o divórcio, da Maria.”&lt;br /&gt;“Certo. O motivo?”&lt;br /&gt;“É que ela deu nosso filho e além de dar ele, depois ele foi matado, feito bandido, tava com 33.”&lt;br /&gt;“Deu pra quem, e porque só agora o senhor quer o divórcio.”&lt;br /&gt;“Disse que deu ele pro homens, e ele caiu é na vida. Abandonado. Achando que era o salvador do mundo. Aí foi preso feito desordeiro e agitador. E eu quero agora o divórcio, porque só depois desses anos todos passados é que a Maria me falou que eu não era o pai do Salvador, que é esse o nome do nosso filho. Que ele era filho do Espírito Santo, vê só, querendo imitar a Bíblia e acha que eu sou ignorante. Ela que arrume outra desculpa se não quer falar com quem que me traiu, que essa aí eu não engulo.”&lt;br /&gt;“O motivo então do senhor ter me procurado não foi porque o filho do senhor foi morto porque sua mulher o abandonou e sim por causa do adultério?”&lt;br /&gt;“Se é esse o nome que dão pros guampos, adultério, pode ser. Mas eu  também não perdôo ela ter mandando nosso filho pro mundo, aí aproveito também a minha condição de guampudo pra me livrar da infeliz.”&lt;br /&gt;“O senhor não quer mesmo tentar uma reconciliação, seo José, ela me parece que tem uns problemas é de ordem psicológica, falo isso porque o processo não fica muito barato e vejo que o senhor... bem o senhor...”&lt;br /&gt;“Não posso pagar? A senhora acha? Pois veja, tenho minhas economias. Da vida toda de carpinteiro, que é só o que eu sei fazer. Posso pagar parte em dinheiro se o que eu tiver não for o suficiente,. e outra parte posso pagar em móveis, de madeira de lei, coisa que quase não se faz mais, só compensado e um tal, agora, de MDF.”&lt;br /&gt;“Móveis?”&lt;br /&gt;“Móveis!”&lt;br /&gt;“Tudo bem, seo José. Pode ser. Mas pra dar início ao processo, cobro um adiantamento.”&lt;br /&gt;“Pois fale quanto.”&lt;br /&gt;“É tanto”.&lt;br /&gt;“E... doutora....?”&lt;br /&gt;“Fale, seo José.”&lt;br /&gt;“E quem mandou matar  meu filho lá na cadeia, é muito caro de pôr atrás das grades?”&lt;br /&gt;“Bem, quem mandou matar seu filho na cadeia?”&lt;br /&gt;“Quem mandou matar, bem quem mandou matar foi o seo governador, ele que deu ordem pros polícias atirarem na rebelião do presídio onde o Salvador tava detido.”&lt;br /&gt;“Bem, seo José, aí fica um tanto difícil. Pense numa coisa mais ou menos assim: se fosse Deus quem mandasse matar seu filho, teria jeito de processar, julgar, pôr na cadeia?”&lt;br /&gt;“Difícil, né?”&lt;br /&gt;“Impossível, seo José. Impossível. O mesmo vale pro senhor governador.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94200663?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94200663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94200663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94200663' title=''/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02086249558510619651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94167768</id><published>2003-05-11T19:29:00.000-03:00</published><updated>2003-05-11T19:29:57.913-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Há carne para todos os gostos nesse grande açougue brasileiro que é a televisão"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Joaquim Ferreira dos Santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94167768?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94167768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94167768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94167768' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94163706</id><published>2003-05-11T17:46:00.000-03:00</published><updated>2003-05-11T17:46:40.546-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pedras na cara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho dos carros que passavam ainda era menor do que o ruído que restava na minha cabeça. Os primeiros raios de sol vieram tímidos me avisar que já era hora de sair dali. Depois veio o sol por inteiro, esquentando o corpo e me doendo essa cabeça barulhenta. Abro os olhos e minha primeira visão é a garrafa de pinga da noite passada. A grama úmida já incomoda e talvez pior que isso só acordar com a ignorância total das pessoas que me viram dormindo na praça. As crianças se divertiam jogando pedras em mim e se eu não estivesse tão debilitado agora com certeza revidaria. Mas hoje estou cansado e aceito o papel da mulher adúltera. Ainda não vi esse tal de Jesus para vir aqui e reclamar o direito de jogar pedra nos outros. Atire a primeira pedra quem não tiver pecado. Atire a primeira pedra quem nunca tomou um porre, ele diria por mim. E tudo isso porque na noite passada marquei encontro contigo no bar e você não foi. Uma cerveja e você não aparece, duas, três, vinte e abraçava seus amigos perguntando por você. Na minha visão distorcida de bêbado todo vulto tinha o seu nome.  Ontem todas as mulheres balançavam o cabelo como você. E mesmo assim acabei sozinho na praça. A verdade é que hoje é dia das mães e tenho medo. Não queria ficar sozinho nessas datas especiais.  Bom, acho melhor levantar. Minha mãe contou que chorou na igreja com medo de não ter sido o bastante pra mim. Disse que eu sou rebelde e que se preocupa. Ainda bem que ela não me viu aqui. Preciso tomar um café e te ligar hoje à noite. Se você não me aparece te mato. Depois volto e escolho um canto melhor que esse. Dormir perto do meio fio nunca dá certo mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94163706?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94163706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94163706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_11_archive.html#94163706' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94048062</id><published>2003-05-09T09:44:00.000-03:00</published><updated>2003-05-09T09:44:17.910-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Vitrine do Crime&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da abolição&lt;br /&gt;Lotou-se o morro&lt;br /&gt;De preto&lt;br /&gt;Preto preto no começo&lt;br /&gt;Preto moreno logo após&lt;br /&gt;Miscigenado&lt;br /&gt;Preto branco finalmente&lt;br /&gt;Todos pretos pobres&lt;br /&gt;Lima Barreto lá alertara&lt;br /&gt;O triste fim não foi só do Policarpo&lt;br /&gt;Mas de todos os policarpos e não policarpos &lt;br /&gt;Policarpos e não policarpos políticos&lt;br /&gt;Policarpos e não policarpos juízes&lt;br /&gt;Policarpos e não policarpos turistas&lt;br /&gt;Policarpos e não policarpos zona sul&lt;br /&gt;Policarpos e não policarpos zona norte&lt;br /&gt;leste oeste&lt;br /&gt;na linha vermelha amarela azul preta com bolinhas cor de rosa&lt;br /&gt;na linha de frente na linha de fogo&lt;br /&gt;Não há como negar&lt;br /&gt;O Rio é Beira Mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negro pro morro&lt;br /&gt;Há mais de cem anos&lt;br /&gt;Suburbano&lt;br /&gt;A praia fica longe&lt;br /&gt;A grana fica longe&lt;br /&gt;Quem teria a complacência de um monge?&lt;br /&gt;Você aí do Leblon?&lt;br /&gt;Você aí de Ipanema?&lt;br /&gt;Você aí da Barra?&lt;br /&gt;Solução é remuneração&lt;br /&gt;O resto é bala&lt;br /&gt;E fogo&lt;br /&gt;E pó!&lt;br /&gt;E cinzas&lt;br /&gt;Não adianta espernear&lt;br /&gt;Pobreza pega&lt;br /&gt;Muitas vezes mata&lt;br /&gt;Cuidado com seu zero quilômetro&lt;br /&gt;Cuidado com seu condomínio de luxo, fechado&lt;br /&gt;Cuidado com o traficante&lt;br /&gt;Ele manda na cidade &lt;br /&gt;É escolado&lt;br /&gt;diplomado&lt;br /&gt;Não adianta correr&lt;br /&gt;Se esconder&lt;br /&gt;Muito menos ficar parado&lt;br /&gt;Se ficar o bicho pega&lt;br /&gt;Se correr tá fuzilado&lt;br /&gt;Não adianta chorar&lt;br /&gt;A ex-capital não é mais de São Sebastião&lt;br /&gt;A ex-capital é dos que vieram do regime de escravidão&lt;br /&gt;Na faculdade o direito à cota é decidido na bala, merrrrmão!&lt;br /&gt;Tem jeito, não&lt;br /&gt;Tá tudo dominado&lt;br /&gt;Vejo a Rosinha e dou risada&lt;br /&gt;Do Garotinho nem se fala&lt;br /&gt;Não impõe respeito nem com pivetinho&lt;br /&gt;O Rio nunca deixou de ser vitrine&lt;br /&gt;Vitrine da elite&lt;br /&gt;Burra e Branca e Nacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com a vidraça estilhaçada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitrine do Crime&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da abolição&lt;br /&gt;Lotou-se o morro&lt;br /&gt;De preto&lt;br /&gt;Preto preto no começo&lt;br /&gt;Preto moreno logo após&lt;br /&gt;Miscigenado&lt;br /&gt;Preto branco finalmente&lt;br /&gt;Todos pretos pobres&lt;br /&gt;Lima Barreto lá alertara&lt;br /&gt;O triste fim não foi só do Policarpo&lt;br /&gt;Mas de todos os policarpos e não policarpos &lt;br /&gt;Policarpos e não policarpos políticos&lt;br /&gt;Policarpos e não policarpos juízes&lt;br /&gt;Policarpos e não policarpos turistas&lt;br /&gt;Policarpos e não policarpos zona sul&lt;br /&gt;Policarpos e não policarpos zona norte&lt;br /&gt;leste oeste&lt;br /&gt;na linha vermelha amarela azul preta com bolinhas cor de rosa&lt;br /&gt;na linha de frente na linha de fogo&lt;br /&gt;Não há como negar&lt;br /&gt;O Rio é Beira Mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negro pro morro&lt;br /&gt;Há mais de cem anos&lt;br /&gt;Suburbano&lt;br /&gt;A praia fica longe&lt;br /&gt;A grana fica longe&lt;br /&gt;Quem teria a complacência de um monge?&lt;br /&gt;Você aí do Leblon?&lt;br /&gt;Você aí de Ipanema?&lt;br /&gt;Você aí da Barra?&lt;br /&gt;Solução é remuneração&lt;br /&gt;O resto é bala&lt;br /&gt;E fogo&lt;br /&gt;E pó!&lt;br /&gt;E cinzas&lt;br /&gt;Não adianta espernear&lt;br /&gt;Pobreza pega&lt;br /&gt;Muitas vezes mata&lt;br /&gt;Cuidado com seu zero quilômetro&lt;br /&gt;Cuidado com seu condomínio de luxo, fechado&lt;br /&gt;Cuidado com o traficante&lt;br /&gt;Ele manda na cidade &lt;br /&gt;É escolado&lt;br /&gt;diplomado&lt;br /&gt;Não adianta correr&lt;br /&gt;Se esconder&lt;br /&gt;Muito menos ficar parado&lt;br /&gt;Se ficar o bicho pega&lt;br /&gt;Se correr tá fuzilado&lt;br /&gt;Não adianta chorar&lt;br /&gt;A ex-capital não é mais de São Sebastião&lt;br /&gt;A ex-capital é dos que vieram do regime de escravidão&lt;br /&gt;Na faculdade o direito à cota é decidido na bala, merrrrmão!&lt;br /&gt;Tem jeito, não&lt;br /&gt;Tá tudo dominado&lt;br /&gt;Vejo a Rosinha e dou risada&lt;br /&gt;Do Garotinho nem se fala&lt;br /&gt;Não impõe respeito nem com pivetinho&lt;br /&gt;O Rio nunca deixou de ser vitrine&lt;br /&gt;Vitrine da elite&lt;br /&gt;Burra e Branca e Nacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com a vidraça estilhaçada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94048062?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94048062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94048062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#94048062' title=''/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02086249558510619651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94021139</id><published>2003-05-08T21:11:00.000-03:00</published><updated>2003-05-08T21:11:03.320-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Voce tem razão Marcelinho.. esse conformismo é o nosso cancer mesmo. Se a tal da Irene pensasse, que merda, só tenho arroz e feijão, fico feliz porque ainda tenho alguma coisa mas poderia ter mais, talvez muita coisa mudasse. Graças a Deus que ela tem o feijão com arroz, que eu tenho lasanha e que o mendigo da esquina não tem nada. Será que isso tem a ver com Deus ou com a gente mesmo? Se tiver a ver com Deus vou pedir um strogonoff caso ele saiba cozinhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, fiz um blog. A MuLhEr Da TeLeVisÃo (www.amulherdatela.blogspot.com)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94021139?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94021139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94021139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#94021139' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-94015769</id><published>2003-05-08T19:14:00.000-03:00</published><updated>2003-05-08T19:14:18.070-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;O mundo é do refrigerante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia antes de trabalhar Alfredo parava no bar da esquina para tomar um cerveja. Geralmente uma garrafa e as obrigações do escritório passavam a ser um episódio de alegria. Um dia chegou atrasado no bar e só tinha cinco minutos para bater o cartão. Não conseguia imaginar como seria ir trabalhar sem tomar seu revigorante diário. Não pensou duas e resolver comprar uma garrafa. Se preocupou com o atraso pois já estava pendurado no trabalho e resolveu ir tomando a cerveja. Quando entrou no escritório todo mundo olhou estranho. Até as pessoas que já haviam bebido do copo dele antes agora olhavam com recriminação para a garrafa. O chefe apareceu reclamando da atitude, do objeto, do líquido, da falta de ética. Alfredo simplesmente não entendia esse tipo de preconceito. Se recusou a jogar a garrafa fora e virou tudo até o final. O chefe, assustado chamou a segurança. Alfredo sentou na sua mesa e começou a trabalhar. Três minutos depois entraram dois capangas de dois metros levando Alfredo para o setor de recursos humanos. A secretária do chefe, com uma garrafa de coca-cola na mão balançava a cabeça reprovando o colega. &lt;br /&gt;- Acho que fiz outra escolha errada na vida, Betty.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-94015769?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94015769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/94015769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#94015769' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93941793</id><published>2003-05-07T15:39:00.000-03:00</published><updated>2003-05-07T15:39:15.480-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Veja como vai ser o dia-a-dia de Beira-Mar", mancheteia o Globo. Virou estrela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93941793?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93941793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93941793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#93941793' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93941587</id><published>2003-05-07T15:35:00.000-03:00</published><updated>2003-05-07T15:35:05.303-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não é por nada não, mas tem que ser muito burro pra quebrar o pulso "praticando" jardinagem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93941587?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93941587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93941587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#93941587' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93777079</id><published>2003-05-04T23:57:00.000-03:00</published><updated>2003-05-05T00:17:04.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Extra, Extra!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deu vontade de publicar a matéria do Globo toda (http://oglobo.globo.com/oglobo/rio/107689952.htm), porque ela é muito burra. É sobre uma pesquisa que uma tal "Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e Pela Vida" realizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram à conclusão de que, para acabar com a miséria do Rio, os que estão acima da linha de miséria deveriam pagar 9 reais e 40 centavos por mês. E ainda compara o valor ao de 2 &lt;i&gt;Big Macs&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Coordenador da pesquisa, Marcelo Cortes Neri, "A idéia não é mobilizar os miseráveis, mas os não miseráveis. Quer dizer, é mostrar que eu posso saldar a minha dívida social em suaves prestações" (sic, sic, sic)!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus do céu, olhai por estas criaturas. E perdoai-as, pois elas não sabem o que dizem (nem o que pesquisam). Primeiro, quem foi que disse que eu tenho dívida social? Então pode começar indo pro inferno, porque não vou admitir ser culpado de uma dívida que não contraí. E, claro que não querem mobilizar os miseráveis... Eles, mobilizados, podem ser um perigo... Na visão simplista do meu xará, basta dar a grana pras pessoas que tá tudo bem. A carne vai estar 3 vezes por dia na mesa do miserável (ou ex-miserável). Ninguém propõe integração social, política de geração de empregos QUALIFICADOS, etc. A falta disso não deve causar miséria na cabeça do nosso pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja um trecho da matéria, assinada por Paulo Marqueiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De acordo com o estudo, o Rio tem 878.560 indigentes (14,5% da população do município). Levar essas pessoas até a linha que separa miseráveis e não miseráveis custaria R$ 35 milhões por mês, R$ 426 milhões por ano ou apenas R$ 0,23 por dia dos cariocas que estão acima da linha da miséria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai nosso, que estais no céu... Dá vontade de arrancar um braço e jogar em cima do infeliz que rabiscou isso... Devo começar perguntando quem teve mais trabalho para concluir esta matéira, se o jornalista ou sua calculadora. Aliás, soa um pouco estranho incluir tantos números, tanta matemática numa reportagem dessa natureza. Soa até desumano, eu diria... Se fosse nos anos 30, um garoto passaria na rua gritando "Extra, Extra, salve uma vida por 23 centavos! Extra, Extra!". A vida não é de brincadeira não, companheiro... E por aí seguem várias comparações, que tal município tem 0,1% de indigentes a mais que outro e inutilidades do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa eu ir porque tá na hora de visitar um miserável e deixar vinte e três centavos na mão dele. Se todos fizerem isso, é capaz de irmos para o céu e encontrar 70 virgens gritando "Extra, Extra!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É demais pro meu coraçãozinho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93777079?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93777079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93777079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#93777079' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93775721</id><published>2003-05-04T23:31:00.000-03:00</published><updated>2003-05-05T00:06:12.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;E o c com as calças?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora do almoço na casa de Irene Pereira Peixoto, de 50 anos: sobre o fogão de quatro bocas, uma única panela contrasta com outras vazias, empilhadas num canto da cozinha. Irene prepara feijão para oito pessoas. Ela, o marido, os quatro filhos, a nora — todos desempregados — e o neto conseguem, a duras penas, comer feijão com arroz no almoço e no jantar. É o que dá para comprar com o dinheiro dos biscates. O café da manhã teve de ser abolido do cardápio, pois falta dinheiro até para o pãozinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— A fome tem que esperar até a hora do almoço. Graças a Deus, pelo menos o arroz e o feijão não têm faltado em casa — conforma-se Irene, que mora no bairro de Aldeia, em Japeri, na Região Metropolitana do Rio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O Globo &lt;i&gt;online&lt;/i&gt;, 04/05/03)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que Deus tem a ver com a história? Que mania de ver o copo sempre em sua metade cheia... Será que não enxergam a outra parte? "Conforma-se Irene", pois é, geralmente quando se fala em Deus, fala-se em conformismo... Sara, diz aí...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93775721?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93775721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93775721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#93775721' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93762845</id><published>2003-05-04T18:44:00.000-03:00</published><updated>2003-05-04T18:44:37.113-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;Meus amigos, tenho de voltar a falar de agricultura e do modo de vida rural. Fico com comichão quando ouço pela tv ligada que o jornal vai falar da fome. Dá vontade de carnear um deles...hahahahaha! &lt;br /&gt;O que me deixa mais irritada é com a capacidade que a mídia tem de desumanizar as informações. Por exemplo: vc consegue perceber uma reportagem sobre produção de alimentos sem o trabalho da família que trabalha pra essa produção acontecer? A grande imprensa consegue!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fome de notícias&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil entender a dificuldade e insegurança, que há na grande imprensa brasileira, salvo raríssimas exceções, em abordar as temáticas do combate à fome, da segurança alimentar e do desenvolvimento sustentável e solidário. Primeiro porque esses assuntos, bem como a definição desses termos, não encontravam, até então, espaços nas editorias dos grandes veículos, uma vez que estes eram vistos como pautas exclusivas das discussões e dos meios alternativos de comunicação da esquerda nacional. Também porque a grande imprensa do país tem formação e prioridades definidas a partir da lógica de um modelo de desenvolvimento concentrador, excludente e focado no ambiente e no modo de vida urbanos, que não está sintonizada com a problemática da fome e da miséria para além da mera denúncia e do fatalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da economia e da sociedade brasileiras terem íntima relação com o cenário rural, a imprensa em geral, sempre pensando “grande”, restringe a divulgação de notícias desse ambiente aos anúncios governamentais, aos índices de produção e exportação de grãos e a destina às editorias específicas de agropecuária. Embora sejam informações importantes, não retratam toda a realidade do “interior” do país, nem dos vários setores produtivos, muito menos da diversidade de sistemas empregados na produção e comercialização de alimentos, que vão resultar nos índices e estatísticas divulgados e na formação da sociedade interiorana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição de nº 202 do O.I., de dezembro/2002, Mauro Malin já chamava a atenção para o fato: “A agricultura virou solução, mas a mídia não entendeu”; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do ano de 2003, após ser empossado como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva pautou a mídia brasileira, não em denúncias do flagelo da fome – estas já existiam antes, muitas vezes acompanhadas de denúncias sobre a seca no Nordeste e as duas eram tão tradicionais quanto as reportagens do bolinho japonês da virada de ano –, mas no desafio de informar a sociedade e de estimular o debate sobre o combate à fome e sobre alternativas para vencer essa problemática. Esse debate ainda pouco consegue avançar das críticas e polêmicas em torno da execução do programa do governo – o Fome Zero –, embora a sociedade já venha criando suas próprias alternativas localizadas e de acordo com a diversidade de “caras” que a fome e a miséria assumem pelo Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até para melhor compreender o assunto, a imprensa grande parece disposta a institucionalizar essa pauta e a não olhar para mais nada em volta. “Combate à fome” ganhou status de notícia “chapa branca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Retrato rural desfocado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas propagandas institucionais veiculadas em mídia, o governo federal está assumindo como “pauta oficial”, por sua vez, a discussão do combate à fome e promovendo, aos poucos, algumas desmistificações. Quando se vê Antônio Fagundes falar na tv de temas como a ampla reforma agrária, a geração de emprego e renda, a valorização da agricultura familiar e o microcrédito, entre outras ações necessárias ao combate à fome e visando o desenvolvimento sustentável, estamos diante de um processo educativo, que orienta para a conscientização social de buscar na raiz as soluções estruturais para a má distribuição de alimentos. Não só isso, ele orienta para se pensar em outro modelo de desenvolvimento e outras práticas que conduzam à busca coletiva pela qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, a propaganda alerta para se enxergar o meio rural não somente pelo seu conceito de matéria-prima do setor primário da economia, ou seja, o de mero produtor de alimentos in natura ou, ainda e pior, de solo fértil para um extrativismo desmedido e sanguessuga. Na versão para o rádio do mesmo comercial, o governo é mais claro: “precisamos dar o peixe, mas também ensinar a pescar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agricultura familiar, por exemplo, é vítima do simplismo de quem não consegue imaginar essa “pescaria” que o governo propõe. Com potencial que a torna responsável por mais da metade da produção de alimentos da cesta básica só no Sul do Brasil, a agricultura familiar, durante muito tempo, vem carregando o preconceito de ser formada por “pequenos produtores”. Esse termo é pejorativo e já está em discussão no Congresso Nacional uma Lei para criar a profissão de “agricultor e agricultora familiares”, com isso, corrigir muitas distorções e elevar a auto-estima dessa categoria de trabalhadores. As propriedades dessas famílias é que são pequenas, mas, proporcionalmente, sua produtividade, geração de empregos e de renda nas suas localidades são maiores que nas grandes empresas rurais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo viés social, a agricultura familiar também leva vantagens, pois é capaz de manter mais famílias trabalhando no campo com uma quantidade menor de recursos de crédito rural que o necessário para investir em poucas, porém grandes propriedades. Enxergar um retrato desfocado do campo brasileiro é desumanizar a problemática em torno do nosso modelo de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No município de Campo Bonito, região Oeste do Paraná, mais de 70% das suas propriedades rurais estão nas mãos de apenas 20 famílias. Destas 20, apenas uma tem residência fixada no município. A riqueza gerada na atividade agrícola das outras 19 famílias não contribui para incrementar a economia local ou regional, mas acompanha a mesma trajetória de êxodo dos agricultores familiares que não encontram condições de continuar na lavoura; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pranchita, no Sudoeste do Paraná, perdeu metade de sua população em pouco mais de duas décadas. Com uma das terras mais valorizadas do Estado, o município está se transformando em uma grande monocultura de soja, pois inúmeras famílias têm vendido suas terras e migrado para outros estados. A administração local começa a sentir os reflexos do modelo excludente na perda de sua população. Pranchita, como outras tantas cidades no interior do Brasil, está esvaziando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Adrianópolis, no Vale do Ribeira paranaense, um extensionista local aponta para uma comunidade urbana das mais carentes da cidade e comenta que a maior parte das famílias que lá estão já foram produtoras de leite no município. Agora, elas integram o cadastro de famílias que serão beneficiadas com o programa estadual “Leite da Criança” e que deverão receber, também, alimentos do “Fome Zero”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Capanema, a 600 Km de Curitiba, na fronteira com a Argentina, os pacientes começam a chegar ao posto de saúde da sede do município às 3h da manhã para garantir uma senha, que começará a ser distribuída somente às 6h30. As causas desse sacrifício não recaem apenas no serviço ofertado pelo município, mas na dificuldade que a administração pública tem em conseguir profissionais de saúde que queiram trabalhar e se estabelecer no interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Rio Bonito do Iguaçu, região Centro do Paraná, dois assentamentos, frutos de uma grande ocupação, que ficou conhecida pela lente de Sebastião Salgado há oito anos, já produzem mais alimentos que todas as demais 740 propriedades rurais do município e seus agricultores familiares assentados já enviam grãos até para outros países. Dos 22 municípios da região de Rio Bonito do Iguaçu (a Cantuquiriguaçu), ele foi o que mais se desenvolveu nos últimos oito anos, graças à produção nos 1.500 lotes de terra desses dois assentamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Olhai os lírios do campo”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a imprensa grande e a sociedade urbana não conseguem enxergar é o potencial de um modo de vida mais simples, como o da agricultura familiar, e de um modelo alternativo de desenvolvimento que faça frente a algumas das mais importantes chagas sociais dos nossos tempos. Quanto ao papel da imprensa, vale salientar que uma realidade que não é vista ou não é contada, corre sérios riscos de jamais poder ser transformada para melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um retrato do potencial da agricultura familiar no combate à fome pode ser encontrado na casa do agricultor Ivo Vial, de Capanema (PR). Quando sua esposa, Joilde, apresenta os pratos que estão dispostos à mesa para a refeição da família, ela tece, sem perceber, um rastreamento todo da origem e da qualidade desses alimentos: “o salame veio do sítio do meu mano; o frango (diferenciado, ela frisa), nós mesmos é que produzimos; as hortaliças são do nosso quintal. Ah, eu levei um dia inteiro fazendo essas compotas, fervendo os potes e tirando a terra das frutas e dos pepinos! O queijo, minha mana é quem faz e vende na feira aos sábados; Só o feijão, que é orgânico, eu comprei no mercadinho, porque vem de outro município da região”. Esse último pensamento a remete uma outra constatação: “Sabe que eu não sei o que é comprar um quilo de sabão no supermercado? Eu nunca fiz isso na minha vida. A gordura que sobra da cozinha, armazeno e transformo em ´rinso´ (como o produto é conhecido por lá)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrária a esta cena, uma outra, no mesmo município, ilustra a única realidade que a grande imprensa conhece. Á porta do entreposto comercial de uma cooperativa de grandes produtores locais, encontra-se uma placa, onde se pode ler a seguinte inscrição: “ Promoções do dia: refrigerante da marca líder a tanto; sabão da marca líder a tantos reais e frango da agroindústria líder a tanto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar, hoje, em combater a fome com políticas de desenvolvimento sustentável e com o estabelecimento de relações solidárias ao longo da cadeia produtiva, é contar um pouco da história do casal Joilde e Ivo Vial;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pensar em agroindústrias familiares, que transformam seus produtos agregando valor, dão uma nova cara à agricultura familiar, exigem que os membros da família também se especializem nessa mão-de-obra da industrialização caseira, bem como nas normas e procedimentos técnicos exigidos pela vigilância sanitária; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, também, lembrar da demanda de práticas qualificadas de uma produção agroecológica e da produção de alimentos sem agrotóxicos, a produção orgânica, que não colocam em risco a saúde de quem planta, nem de quem consome os alimentos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lembrar da comercialização em feiras livres de produtos coloniais, que chegam mais baratos à mesa do consumidor urbano; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do associativismo, do cooperativismo e do sindicalismo rural que garantem a organização e a formação profissional desses trabalhadores; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do cooperativismo de crédito e do acesso aos incentivos agrícolas, que vai exigir do agricultor e da agricultora familiares a capacitação até mesmo em mercado financeiro; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do turismo rural e da preservação ambiental, para que as famílias sobrevivam no campo, convivendo em harmonia com a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sejamos pró-ativos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo Lula criou uma secretaria especial para pensar o desenvolvimento rural pelo prisma da ocupação territorial. Assim como tem pautado em segurança alimentar e combate à fome, a tendência é a de o governo pautar também a grande imprensa e a sociedade urbana para pensarem as discussões e a busca de soluções dos problemas de forma regionalizada, mais coletiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O risco de uma sociedade, cujo governante foi eleito com esmagadora maioria da aprovação popular, é de ela esquecer-se do seu papel em ditar as ações e políticas do governo e não o contrário, por mais nobres que sejam as causas defendidas e as práticas adotadas pela administração pública. Não é papel da sociedade, nem da imprensa, somente esperar para ver o que vai acontecer... Em muitos casos, até torcer para que dê tudo errado.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93762845?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93762845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93762845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#93762845' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93736847</id><published>2003-05-04T02:48:00.000-03:00</published><updated>2003-05-04T02:48:14.420-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Não precisa responder&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quem pensa diferente de seu partido é ameaçado de ser expulso, teríamos voltado ao voto de cabresto (agora na versão parlamentar)?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93736847?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93736847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93736847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#93736847' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93736739</id><published>2003-05-04T02:45:00.000-03:00</published><updated>2003-05-04T02:45:15.610-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Mistérios do Planalto - nota&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história de Tolkien, Frodo fica sem o dedo - devorado por Gollum. E, a partir de então, fica livre do Um-anel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Discursos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco antes das eleições, disse George Soros: "Ou Serra, ou o caos". Agora, diz Lula: "Reformas, ou o caos". Vão ser maniqueístas assim na... Montanha da Perdição...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93736739?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93736739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93736739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_05_04_archive.html#93736739' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93715417</id><published>2003-05-03T16:21:00.000-03:00</published><updated>2003-05-03T16:21:52.376-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Obrigada a quem gostou dos outros textos e a quem não gostou mas pelo menos leu...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura (para os que são humanos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era como se todos os males do mundo se concentrassem em uma só pessoa. Senti naquele instante que tudo o que haveria de pior para mim ainda seria pouco para ela. Me senti covarde e fraco. Então lembrei quando disseram que ninguém carrega um cruz maior do que pode aguentar. Aceito esse conceito como verdade, apenas com uma modificação: Alguns realmente recebem um fardo maior. Esses se suicidam.&lt;br /&gt;Após considerar que nunca conseguiria superar meus problemas achei sensata a hipótese do suicídio. Primeiro pensei no que ainda tinha para contribuir com o mundo. Eu não tinha nada. Após anos e anos apenas escrevendo apenas sobre mim mesmo me tornei uma narcisista complexado. Minha vida nada tinha a acrescentar ao mundo. Minhas idéias eram idiotas e vãs. Na verdade fui humilde o suficiente para reconhecer o fracasso. Depois pensei na família. Todos se amavam, é claro, mas sempre haveria a tradicional discórdia. Considerei o reflexo do meu ato sobre a vida de cada um. Então lembrei que a morte é consequência da vida e que qualquer um está sujeito à isso. Esse seria o meu último ato de egoísmo. Por último pensei no que me faria mudar de idéia. Logo em seguida ela entrou na sala.&lt;br /&gt;- Não me deixe sozinha por tanto tempo assim...&lt;br /&gt;- Já termino de escrever e vou para o quarto&lt;br /&gt;- Te espero mais uma vez&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Precisava deixar algo de precioso para ela. Por um narcisismo humano:&lt;br /&gt;Para Laura, escrevo aqui o pouco que aprendi. Por um narcisismo humano: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifesto humano &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo esclareço o teor desse manifesto: por um mundo mais humano, caloroso e gentil. Porque a gentileza gera gentileza. Mesmo que a polidez seja de início forçada por aparências sociais o que importa é o efeito da ação. Ser humano é não julgar o próximo por qualquer um de seus atos. É perceber que o erro é apenas uma pedra no caminho. Quem tropeça na pedra é quem avisa ao próximo da existência desse obstáculo ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser mais humano é mais forte do que ter ou não uma religião. É ser ético quando se trata de conviver com alguém. Conviver é encontrar mesmo que por um segundo alguma pessoa em algum lugar. Isso é conviver com parte do mundo, pois não somos nada além disso.  Aceitar nossos erros, e além de tudo admirá-los, é a expressão máxima de humanidade. Amar ao próximo como a si mesmo seria pedir demais ao nosso egoísmo humano. Mas amar a todos por amar ao homem é um ato de dignidade. É ser contra ou a favor de regras e mesmo assim ser leal à vida. O que não percebemos ainda é que somos apenas um grão de areia nessa imensidão. Não somos nada e mesmo assim somos tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor querida, nunca deixe de amar assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93715417?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93715417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93715417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93715417' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93715246</id><published>2003-05-03T16:17:00.001-03:00</published><updated>2003-05-03T16:17:54.860-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Agora sim me vejo sem saída &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tenho portas, estou retraída &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se me perguntas Deus sabe o que faço &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segue o prefácio dessa minha vida &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermelho sangue escorre pelo peito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não quero nunca vir a machucar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se ainda estou a pensar que é cedo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você avisa que vai se afastar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera seca, não vejo o caminho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei se morro ou mato com esse espinho &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cominho, salsa bem cortada a faca &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nada tempera relação amarga &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam palavras sobra  a despedida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93715246?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93715246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93715246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93715246' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93715236</id><published>2003-05-03T16:17:00.000-03:00</published><updated>2003-05-03T16:17:36.043-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A galera do mural que quiser onde ficar em Curitiba tem mais um lugar... finalmente me mudei. Avisem para a Léo que estou indo buscar o Ledesma! Thea, me liga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93715236?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93715236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93715236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93715236' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93698405</id><published>2003-05-03T06:50:00.000-03:00</published><updated>2003-05-03T06:50:54.710-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Fim&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou o mundo acaba com a religião ou a religião acaba com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ass: Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93698405?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93698405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93698405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93698405' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93618508</id><published>2003-05-01T18:51:00.000-03:00</published><updated>2003-05-01T18:58:13.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Da Érica!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Não pedi autorização, mas divido com vocês assim mesmo.&lt;br /&gt;Gosto muito do que ela escreve. Comentem se quiserem!&lt;br /&gt;Beijão, Thea.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Primeiros Pensamentos &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por Érika Mendes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O homem.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Racional, é o que diferencia dos outros animais, mas o que Seria ser Racional; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. quem tem a faculdade de avaliar, julgar, ponderar idéias universais, raciocínio, juízo,. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Faculdade de estabelecer relações lógicas, de raciocinar, raciocínio, inteligência, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Bom senso prudência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A lei moral; o direito natural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 causa, motivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Relação entre grandezas da mesma espécie, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Agora Pensemos - somos racionais?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos aproxima dos animais? Animal: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ser vivo organizado, dotado de sensibilidade e movimento (em oposição as plantas), &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Animal irracional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. pessoa muito ignorante, ou cruel, ou estúpida, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que faço muitas perguntas e não as respondo empiricamente, mas minha intenção não é a de dar fórmulas químicas em um sistema fechado que conserve as massas, talvez porque não exista verdade absoluta, ou quem sabe não exista um homem que seja apenas Racional, ou animal, que após reações conserve os mesmos pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segmentação do homem imposta no decorrer da história, fez com que o sentido racional e animal do mesmo tomassem as piores formas, o homem racional, vivencia sua vida separadamente, os sentimentos no amor, a razão na política, o espírito na igreja, e o físico na academia, buscando o prazer temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse modo de vida te parece familiar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Parte I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis é vereador na cidade de Cristandópolis, é Católico Apostólico Romano, pratica condicionamento físico ás terças e quintas no clube da cidade, está terminando a faculdade de Administração, é casado á 7 anos com Luzia tem dois filhos, uma menina de 5 e um garoto de 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis aprovou uma lei que beneficia os usineiros da cidade, prolongando o prazo de 1 para 6 anos a adaptação das máquinas de uma maneira que funcionem sem interferir no meio-ambiente, os usineiros custearam a campanha de Luís e "dão" emprego a maioria da população, esta que ao longo dos anos trocou a agricultura familiar pelas máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os usineiros contribuem na construção do novo hospital municipal, em troca tem descontos nos impostos, o hospital terá uma ala especial para tratamento de Câncer, que nos últimos anos teve grande aumento de casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis vai a igreja aos domingos, mas não entende muito o que o padre fala, o padre é boliviano e não fala muito bem o português de Cristandópolis, na igreja encontra grande parte dos seus eleitores, Luis e a comunidade estão organizando uma festa para arrecadar fundos para a construção do hospital, a festa terá bandas populares da cidade, que seguem as tendências da música Carioca, bebida a preço acessível e muita comida, mas para isso terão que tirar os mendigos da praça de maneira provisória, se não irão atrapalhar a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis quando chega do treino vê o dever de casa das crianças, fala sobre futebol com o filho, e vê os desenhos de sua menina, vai para a faculdade agüenta as quatro aulas, á noite se deita com a mulher, faz sexo com a luz apagada, dorme, os quinze minutos mais prazerosos do dia, de manhã dá dinheiro a sua esposa para comprar algumas coisinhas, e vai trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo que te incomoda em Luis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;Érika Mendes &lt;/b&gt;escreve no blog &lt;a href="http://www.salaespecial.blogspot.com/"&gt;Sala Especial&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:asthahera@hotmail.com"&gt;asthahera@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93618508?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93618508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93618508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93618508' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93616169</id><published>2003-05-01T18:03:00.000-03:00</published><updated>2003-05-01T18:03:01.416-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;DESCARTE UM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma camiseta velha é abandonada. Seu destino: virar pano-de-chão em assoalho de classe média assalariada. Mas aquele trapo velho e desbotado carrega histórias, sensações, que ficaram marcadas no tecido como manchas, rasgos, buracos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida da gente, as histórias são tecidas como nesse trapo, repletas de situações que vão redefinindo as utilidades, num processo constante de novas construções. Mas vidas não podem ser abandonadas tão simplesmente assim.&lt;br /&gt;____________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;UMA HISTÓRIA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram alguns dias de convivência, identificações e distanciamentos, como em qualquer relação. Afinidades, desencontros, contradições e belezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já podemos dizer que nos conhecemos, afinal.&lt;br /&gt;Que ultrapassamos a barreira da mente e da alma desvendadas pelas palavras grafadas eletronicamente para vivermos uma amizade de fato... Com vocábulos pronunciados e audíveis, interpretados, agora, pelos “olhos nos olhos”, pela compreensão dos signos gestuais, pelas alterações no semblante e pelas sensações sobre as quais essa nova comunicação se estabelece.&lt;br /&gt;Nada de romantismo. Tudo de vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já podemos dizer que somos amigos, que nos gostamos e que nos entendemos. Alguns desconfortos, mas já sabemos que nos valorizamos apenas pelo que somos: seres humanos imperfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos bichos enjaulados pelas regras sociais;&lt;br /&gt;Somos prisioneiros de nossas convenções, manias, conveniências, tomadas de decisão e nos desafiamos a ser peregrinos nos caminhos que nos restaram por seguir... Movidos por coragem, sonhos e crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também buscamos ou sabemos ser livres dentro dessas aceitações diárias. Nos libertamos na determinação de prosseguir e nos anseios que vamos edificando à frente de cada passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nos enxergamos. Dentro desse aprendizado mútuo.&lt;br /&gt;Se vivemos, mesmo, em uma sociedade impulsionada por motores audiovisuais, já nos superamos, pois cumprimos as etapas do aprendizado social dos cinco sentidos... Somos uma realidade palpável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada convivência é marcada por pequenas constatações.&lt;br /&gt;Já podemos nos despedir com sinceridade, com sincera saudade no peito... Sentir uma falta real, sofrer um vazio verdadeiro, ultrapassar a barreira das hipotéticas faltas sentidas anteriormente e ter vontade de se encontrar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo separados, agora, nos carregamos nessa construção mútua de vida, de histórias e de pessoas que somos. Sempre edificando novos projetos traçados e por traçar... Processando informações trocadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carregamo-nos como as manchas, os rasgos, os buracos e as partes descosturadas de um tecido velho, que já vestiu alguém e que, por ter sido muito usado, conta toda uma história. Uma história valorizada, justamente, por seus desencontros e empenhos... Por suas dificuldades, incertezas e perdas.&lt;br /&gt;________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DESCARTE DOIS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma camiseta velha, desbotada, é dedicada ao esquecimento. Suas histórias irão, aos poucos se diluindo na água suja no balde e se desprendendo do pano por ordem do produto de limpeza usado e dos sucessivos atritos com o chão. O trapo se incumbe, por sua vez, de apagar o caminho deixado por nossas passadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desgostosa, imponho uma barreira a essa sina.&lt;br /&gt;A malha, em si, não vale mais do que a sua utilização, mas é um símbolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A camiseta velha e surrada marca uma presença!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preservá-la não convida ao desprendimento, nem casa com o desapego de um discurso engajado e idealista, mas objetiva a saudade e eterniza na lembrança a necessidade de convivência que essa amizade plantou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe, um dia, a camiseta perca esse sentido egoísta. Mas o assoalho pode esperar! A camiseta velha vai aguardar sua sentença definitiva no escuro de um armário de quarto, cheirando essência de patchouly.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93616169?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93616169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93616169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93616169' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93604672</id><published>2003-05-01T14:16:00.000-03:00</published><updated>2003-05-01T14:16:24.433-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Sofismas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem conversei com um colega petista na faculdade. Estavámos discutindo o movimento estudantil. Perguntei a ele porque os partidos políticos tem que se meter com o ME. A resposta dele me pareceu muito justa: "ora, eu sou do PT porque não quero que as pessoas passem fome e acredito que a universidade é um lugar onde podemos atuar no sentido de atrair mais pessoas para este ideal". Respondi que eu também não queria que as pessoas sentissem fome e que nem por isso era filiado ao PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele disse: &lt;b&gt;"Mas partido político existe há muito tempo e sem partido político não se organiza nada"&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei melhor não continuar aquele diálogo. Os sofistas cavaram fundo demais a mente deste jovem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93604672?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93604672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93604672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93604672' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93604233</id><published>2003-05-01T14:08:00.000-03:00</published><updated>2003-05-01T14:08:03.170-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>EUA encontram US$ 100 milhões e 90 milhões de euros em Bagdá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro foi encontrado entre os dias 23 e 26 por soldados de uma unidade de blindados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Folha Online, 30/04)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AHUuhauhUHAUHUHuhauhauhauaAUHAUHAU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só rindo muito mesmo... Era só o que faltava. Quer dizer que Saddam deixou logo ali, no chão, só esperando por soldados de uma unidade de blindados toda essa fortuna? E ninguém viu antes... É demais pro meu coraçãozinho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93604233?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93604233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93604233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93604233' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93574791</id><published>2003-05-01T01:05:00.000-03:00</published><updated>2003-05-01T01:05:35.640-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Mistérios do Planalto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lembro que Lula, antes de ser eleito, ao ser acusado de não possuir diploma pela enésima vez, disse que o problema não era falta de estudo, mas falta de caráter. Em sua opinião, faltava aos demais candidatos o caráter que, o operário iluminado, dizia possuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio nos jornais que, em 2001, Lula assinou, junto com Aloizio Mercadante e Tarso Genro, documento contra a tributação de funcionários públicos aposentados, então classificada como injusta e imoral. Hoje, o presidente do Brasil ameaça expulsar do PT aqueles que mantiveram sua opinião de dois anos atrás. Ameaçou também demitir os ministros que se opuserem à Reforma da Previdência. Ou seja, ao que parece, o caráter foi mandado às favas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras como “radical” e “rebelde” têm sido utilizadas para se referir aos que não concordam com o governo. O PT diz “enquadrar” aqueles que se opõem às suas medidas. Ora, penso que o termo “enquadrado” está intrinsecamente ligado aos bandidos. O que pretende o governo? Criminalizar quem pensa diferente? No fascismo era assim... E o termo “radical”, que significa aquele que busca a raiz da questão, acaba adquirindo, injustamente, um sentido pejorativo junto à maioria da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que fica é misteriosa. O que existiria em Brasília, mais precisamente no palácio do Planalto, que faz com que presidentes recém-eleitos mudem de opinião tão rapidamente? Será que a faixa presidencial brasileira tem o mesmo poder corruptor do Um-anel, aquele que vimos em Senhor dos Anéis? Para quem achou que Lula fosse o Frodo brasileiro e já conhece o final da história de Tolkien, falta identificar quem é o Gollum nessa complicada cena política cada vez mais amorfa que se delineia, assombrosa, diante de nossos olhos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93574791?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93574791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93574791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93574791' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93564876</id><published>2003-04-30T21:57:00.000-03:00</published><updated>2003-04-30T21:57:11.056-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;INVASÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu moro na Rua da Alegria 133, 13&amp;#61616; andar, apartamento 1313. Bem, apartamento é mais uma forma de falar, de exibir aos outros que moram de verdade que o meu covil não é tão covil assim. Pois é, o meu apartamento (bem mais um apertamento, como se verá depois) é um modesto quarto-sala-cozinha-banheirinho de modestas dimensões, quatro janelas que nunca me revelam o sol, lugar esse que, fosse eu um pouco mais provido de banha e peso, certamente teria que andar de perfil para evitar um entalamento acidental. Curioso ainda é o fato do já referido e descrito meu apartamento ficar situado na já referida e nomeada Rua da Alegria, rua essa que alegria nenhuma me deu na vida, exceto talvez pelo fato de abrigar aqui e ali uma ou outra moça mais bonita, um ou outro par de pernas mais avantajado, dois ou três pares de seios mais durinhos. Mas também é só isso e não é bem disso que eu quero falar.&lt;br /&gt;O que eu quero relatar aqui neste relato foi o ocorrido que ocorreu no dia 13 do mês passado, dezembro, mês 12&amp;#61616; do ano, quase 13&amp;#61616; - não fossem as limitações do calendário. Pois é, aconteceu então o seguinte: cá estava eu em meu apartamento, 13 horas da tarde de um belo Sábado, cervejinha gelada na mão, diante de um VT do meu glorioso time que a TV exibia. Até aí nada de anormal, qualquer solteiro sem namorada pra namorar ou ralar no tanque como eu estaria fazendo a mesma coisa, cervejando e tevendo naquela tarde de Sábado, claro que sim. Mas eis que então me tocam a campainha. Nada de anormal, repito, tocarem a campainha. As tardes de Sábado, aqui e no Japão, são repletas de Testemunhas de Jeová, pilantras de toda espécie, vendedores de tranqueiras e et cetera. E por isso mesmo fui atender até um pouco satisfeito: quem quer que fosse seria uma quebra na minha rotina, poderia ser uma deusa, Bruna Lombardi, quem sabe, e dois três passos depois eu já estava com a maçaneta na mão, mas o espírito da prudência baixou em mim como uma flecha e me vi obrigado a colocar o olho esquerdo no olho único do olho-mágico. Poderia, dizia-me o espírito, ser um ladrão. E então? E então que olhei e olhei e nada enxerguei. Não havia ninguém do lado de fora. Alucinação auditiva? Por via das dúvidas, abri a porta - e me deparei com uma anã. Uma anã! Saudei-a com entusiasmo e consideração e a convidei para entrar. Ela foi direto para a cozinha, cheirou a minha comida, abriu a geladeira e dela sacou uma enorme coxa de galinha. Sem uma palavra, ela voltou para a sala, ocupou a minha poltrona predileta e passou a mão já engordurada na minha cerveja. Eu fiquei, como se dizia nos bons tempos, estupefacto. E estupefactamente foi que ouvi a campainha soar outra vez. Mais uma anã, pensei, já a meio caminho da porta. Ledo engano... Dei de cara com um senhor muito distinto, terno e gravata e pasta na mão cuidada em manicura, barba grisalha e bem aparada, um senhor executivo que, percebi, assim como a anã, estava prestes a executar o meu Sábado. Esse aí, homem acostumado a tomar decisões, decidiu entrar em meu apartamento sem a minha, como direi, aquiescência, e tão logo pôs os sapatos italianos em meu tapete dirigiu-se até o telefone mais próximo, que por uma ironia do destino era o meu. Eu fiquei ali, a porta aberta, os olhos incrédulos pousados nos dois. A anã, chupando o osso da coxa da minha galinha, ocupando a minha poltrona e bebendo a minha cerveja, torcia ainda para o adversário, xingava o meu time e se contorcia de prazer a cada ataque mais perigoso da sua maldita equipe. O senhor executivo, executor de primeira, como se estivesse em seu próprio escritório, pedia à telefonista ligações para Londres, Xangai, Noviorque, Coxabamba, o raiquiusparta do inferno. Despreocupado com a conta no fim do mês, gastava com a língua enrolada em idiomas gringos intermináveis minutos, meias-horas inteiras, e expedia ordens, gritava dólares, mastigava libras, tudo isso com os sapatos brilhantes de verniz já em cima da minha mesinha de centro. E eu ali, impotente, a porta ainda aberta como se tivesse sido aberta pelas forças do imprevisível.&lt;br /&gt;Na TV, o VT exibia a derrota do meu time, atropelado inapelavelmente pelo trem adversário - e a anã ria, ria, ria, os dentes anões repletos de fragmentos de carne de galinha. O que mais, meu Deus, poderia acontecer naquela tarde, naquele sábado tão 13? Antes não tivesse feito a pergunta: um sujeito mal-ajambrado, jeito de lobisomem com seus cabelos fartos e roupas parcas, vendo aberta a porta do apartamento, entrou. Também ele foi direto à geladeira, e de lá seqüestrou uma outra cerveja. Com ela na mão ficou circulando pela sala, os olhos volta e meia procurando algo no céu - a lua, talvez?&lt;br /&gt;Nessas alturas já eram três os estranhos em meu pedaço, e isso era muito estranho. De onde vinham, a que vinham, essas as minhas angustiantes questões. Envolvido por essas e outras, só percebi a entrada da Quarta pessoa com o rabo-do-olho, se é que se pode falar assim, e não pude sequer fixá-la na memória: uma Quinta já entrava também, atrás dela a sexta, a sétima de mãos dadas com a oitava, a nona, um bebê, engatinhava no meu tapete, a décima era um senhor judeu, atrás dele um padre católico, grudado em sua batina um coroinha de olhar estúpido, todos eles ocupando a minha sala, saqueando minha geladeira, derrubando cadeiras, mexendo em meus discos, remexendo meus livros, entupindo o banheiro, os mais afoitos e taradinhos encharcando minha cama com seus sucos libidinosos.&lt;br /&gt;Sim, é claro que sim, é claro que pensei em mandá-los todos à merda, resgatar do caos o meu Sábado, recompor a minha tarde, voltar ao meu sossego solitário. É claro que sim - mas a minha voz não saía. Esse, aliás, era um fato curioso: ninguém falava absolutamente nada, exceto o executivo que se tomara de amores pelo meu telefone. Fora ele, a massa, a turba que ocupava o meu apartamento era um grupo mudo, sem voz, um bando de degenerados que havia escolhido a mim como vítima. Nada a fazer, pensei então, senão esperar que se acalmassem, que percebessem o engano e se mandassem. Doce ilusão...&lt;br /&gt;Um porco, isso mesmo, um porco cruzou a minha porta. Atrás dele, devidamente acompanhada pelos seus 18 leitões, a ilustríssima senhora sua porca. 13&amp;#61616; andar, pensei, paisagem urbana - de onde vinham aqueles bichos todos? Certamente do lugar de onde vinham as galinhas galos pintos, que ciscavam e cagavam no espaço agora pouco disponível do meu tapete. Só me falta agora uma vaca!, pensei outra vez, e a dita cuja se materializou bem ali na minha frente. Olhei bem, apalpei, e concluí se tratar de gado leiteiro, o que percebi pelas tetas fartas e enormes. Nesse instante não me contive mais e chorei.&lt;br /&gt;E chorei mais, e ainda mais quando o bando de ciganos com suas roupas coloridas passou por mim. Que porra era aquela que tava acontecendo?! Não havia explicação, talvez só a ficção pudesse imaginar algo parecido, contasse isso para alguém e eu seria chamado de louco, xarope, logo providenciariam uma ambulância, dentro dela dois enfermeiros parrudos, nas mãos deles uma camisa de força e dentro dela este pobre coitado que vos fala. E tudo por causa da maldita anã! Olhei pra cara da sujeita e uma profunda sensação de arrependimento me assaltou: se eu tivesse acreditado no meu olho, no olho-mágico que nada me mostrava, ela não teria entrado, atrás dela não entraria o executivo, atrás dele não entraria o inferno. Fosse eu um pouco mais experiente no trato com as pessoas e nada disso teria acontecido. Meu sábado seria tranqüilo e lento como todos os outros, a noite seria morna e gostosa, o sono, reparador. Naquela hora, porém, não havia o sono, o sonho, mas sim o pesadelo. Incontáveis cabeças silenciosas pululavam na minha sala, no banheiro, no quarto, na cozinha, sobre as mesas, sob as mesas, cocô de vaca e de galinha emprestando um ar empesteado de fazenda aos meus tapetes, porcos fuçando no lixo, leitões mamando, o caos implantado na minha paz sagrada. Fazia-me falta um revólver, uma metralhadora, uma bazuca, talvez. Colocaria aquela gente toda pra correr, comeria os porcos, ordenharia a vaca, estrangularia as galinhas. De posse de uma arma qualquer, um estilingue que fosse, eu retomaria a minha autoridade, mostraria àqueles malucos quem é que mandava, poria ordem na casa. Nada disso, porém, seria possível. No meu apartamento até as facas eram cegas, nenhum porrete havia, e eu, desde sempre, acreditava que as melhores armas de um homem eram o seu caráter, as suas virtudes, o seu comportamento ilibado. Acreditava ainda na força das palavras, que, por ironia, exatamente naquela hora de desespero me faltavam.&lt;br /&gt;Tudo isso e mais um pouco eu pensava quando percebi que as paredes começavam a estalar. Olhei mais atentamente para a sala e vi que a coisa estava feia: as pessoas, os animais, todos eles se comprimiam, desaparecido entre a multidão estava o bebê, a meus pés o cadáver de um leitão pisoteado. Cantos e corredores tomados, quatro cinco seis pendurados no meu lustre - ah!, aquela coisa não ia terminar bem. Sem dúvida, muito mais gente do que eu supunha ocupava o apartamento. Centenas se apertavam contra as paredes, destruíam cadeiras, arrebentavam mesas e poltronas. Eu mesmo, sem perceber, estava pressionado de encontro à porta, escancarada ainda ao mundo como uma porteira destrambelhada. E nenhum vizinho, nenhum amigo, ninguém havia percebido coisa alguma. Naquele prédio, houvesse o menor ruído, um barulho insignificante qualquer e o síndico já estaria na minha orelha, as velhas beatas me crucificando, o diabo. Mas não havia som, vozes nem pensar, de vez em quando apenas um grunhido ou cacarejo discreto, a vaca envolvida no mais completo mutismo. Era o fim, eu pensava, era o fim.&lt;br /&gt;O lance mais dramático, contudo, só veio a acontecer no início da noite: uma bela jovem, gostosa que só vendo, peitos e bundas do meu número, pressionada e bolinada por diversas mãos e patas, foi sendo lentamente empurrada de encontro à janela. Ela não se opunha, não reagia, correspondia apenas, safada e sorridente, aos beijos e às apalpadelas recebidas aqui e ali. Sua expressão era de franco prazer, certamente já estava alagada de puro gozo, molhadinha de encharcar um lenço, quando, surgido sabe-se lá de onde, um sujeito mais afoito a colocou de pernas abertas sobre o parapeito da janela. Ali mesmo ela beijou ele, ele beijou ela, ali mesmo eles se abraçaram, se apertaram, se esfregaram como se não houvesse por ali uma numerosa platéia. A tudo isso eu assistia, imóvel, suando por causa do calor humano (e animal) que me era imposto à força. E os dois lá na esfregação, ele já com a coisa toda pra fora, ela de peitos nus sobre o parapeito, as pernas abertas no limite, a gosma quente lhe escorrendo pelas partes. E na hora do bem-bom, do vem-cá-que-eu-gosto, do me-aperta-com-força, do me-arrebenta-que-eu-quero, como era de se esperar, a turba ensandecida ensandeceu de vez: um empurra-empurra estourou em todos os cantos, as paredes estalaram ainda mais, uma violência generalizada causada pelo desejo reprimido e comprimido aflorou das profundas e o casal de pombinhos safados foi empurrado janela abaixo, ele por dentro dela, ela com ele por dentro num vôo de 13 andares.&lt;br /&gt;Sem um pio, mas com as caras demonstrando a compreensão da tragédia, a multidão começou a sair do meu apartamento. Os invasores mal passavam pela porta, chocavam-se a todo instante, pisoteavam os menores e os mais fracos. Também a porca partiu com os leitões, que agora eram apenas 16. Dois foram sacrificados na bagunça, um deles, inclusive, jazia ainda a meus pés. As galinhas galos pintos sumiram todos, assim como o porco, inexplicavelmente. O executivo, por sua vez, partiu levando consigo o meu telefone, o terno antes elegante todo estropiado, os sapatos de verniz em pandarecos. E assim se foram todos, para o meu merecido descanso.&lt;br /&gt;Todos não, perdão, minto. A vaca permaneceu ruminando num canto da minha sala devastada. E, com a boquinha enfiada em uma de suas tetas, o bebê, que mamava como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;Exausto, quebradão da Silva, tentando ainda organizar na cabeça aquele fatídico episódio da Rua da Alegria, decidi relaxar na minha poltrona predileta, que por milagre resistira ao caos. Joguei-me sobre ela e um gemido grave me fez levantar no mesmo instante. Era a maldita anã! Eu fiquei ali, na sua frente, olhando, olhando, a raiva se misturando com outros sentimentos. Vontade de esganá-la eu tive, de quebrar-lhe a cara, os ossos, mas tudo o que fiz, para minha própria surpresa, foi perguntar, calmo como um santo:&lt;br /&gt;- Por que fizeram isso? Que é que vocês queriam?&lt;br /&gt;A anã, maldita anã, sorriu, os fiapos de carne de galinha ainda presos em seus dentes.&lt;br /&gt;- Responde, por favor - implorei.&lt;br /&gt;- O que eles queriam - falou ela -, sei lá, não sei não. Mas eu quero outra cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93564876?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93564876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93564876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93564876' title=''/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05358197346146994201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93515371</id><published>2003-04-30T02:57:00.000-03:00</published><updated>2003-04-30T03:05:57.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Dois passarinhos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez dois passarinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viviam em uma árvore, com muitos outros passarinhos. Eles quase não se falavam, mal se conheciam, embora vivessem em galhos próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num belo dia de sol, o passarinho apresentou um ousado projeto à passarinha. Esta ficou encantada. O passarinho confessaria, posteriormente, que nunca vira um brilho tão intenso surgir nas penas de outro passarinho que morasse nas redondezas. A passarinha não se deixou abater pelas muitas dificuldades que poderiam encontrar e, imediatamente, se dispôs a ajudar o passarinho a fazer com que aquele projeto se tornasse realidade. A idéia era um tanto quanto utópica: transformar aquela árvore num lugar melhor para se viver. Ambos sabiam que as críticas seriam muitas e não demorariam a vir. Sabedores disso, os passarinhos se prepararam: fizeram uma placa com gravetos e folhas, onde podia-se ler as sábias palavras de um pássaro ancião, onde a utopia era comparada com o horizonte, feita para fazer com que os passarinhos voassem cada vez mais longe, em busca de seus ideais maiores e mais fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, o passarinho foi notando na passarinha qualidades que ele nem mesmo lembrava que existiam; deixara se convencer por aqueles que insistem em dizer que o amor acabou. Mas isso tudo, como num passe de mágica, começou a mudar. E a responsável por essa reviravolta no coração do passarinho foi, sem sombra de dúvida, a passarinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, esses dois passarinhos se juntaram com outros três interessados em levar o projeto adiante. Depois de uma reunião que tomou o dia inteiro, o passarinho foi levar a passarinha até seu ninho, que fica num galho próximo, sob a mesma copa. Quando foram se despedir, o passarinho abriu seu coraçãozinho com a passarinha. As quatro horas que se seguiram foram repletas de amor e carinho. O passarinho chegou em seu ninho piando como nunca, acordou todos e cantou pra quem quisesse ouvir. Estava convicto de que, junto com a passarinha, mudaria a vida naquela árvore, transformando-a num lugar melhor para todos os passarinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no dia seguinte, era como se a árvore tivesse desabado sobre a cabeça do passarinho. A passarinha, que desde o início fora sincera, pediu um tempo para resolver seu conflito interno. O passarinho compreendeu, mas a compreensão nem sempre impede que o sofrimento rasgue o coração como a águia rasga sua presa. O passarinho chegou ao ninho inconsolável. Pensou em desistir do projeto, até. Mas reconsiderou sua posição e vem se mantendo firme, dentro do possível. O horizonte, pensa ele, deve estar mais além. Não pode haver espaço para o egoísmo e, desistir agora, seria egoísmo, pois o que o passarinho almeja é o bem universal e não o bem particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando o passarinho manda um assobio mais delicado para a passarinha. Ele tem certeza que ela, sensível, sempre escuta. Mas fica quietinha em seu ninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passarinho me contou que ficaria muito, mas muito feliz se seus assobios fossem respondidos. Afinal de contas, o vento pode acabar mudando de direção e, com ele, levar embora esses doces assobios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andorinha solitária&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93515371?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93515371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93515371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93515371' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93501158</id><published>2003-04-29T22:21:00.000-03:00</published><updated>2003-04-29T22:21:23.630-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A vida é triste. O que existe são breves (brevíssimos, diria) momentos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos a Sara e o Sandrini deram as caras. O encontro? Estou tentando arrumar as coisas, mas uma andorinha só não faz chover. Até porque, no caso desta andorinha aqui, faz nem sol, nem chuva, nem tempo nublado: faz qualquer um que ela não queira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste feriado estou indo para SP, por conta do Movimento Estudantil. Já vejo a cena: PT brigando com PSTU e ninguém brigando pela democratização da comunicação. Vou acaber pegando o microfone e dizendo: "Vocês são burros. Enquanto brigam, os marinho, os frias, os mesquita, os sarney, os magalhães, riem à toa..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um triste abraço,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93501158?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93501158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93501158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93501158' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93477002</id><published>2003-04-29T14:34:00.000-03:00</published><updated>2003-04-29T14:34:55.230-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sandrini, me faltam bombas.... onde eu compro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93477002?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93477002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93477002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93477002' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93476824</id><published>2003-04-29T14:31:00.000-03:00</published><updated>2003-04-29T14:31:43.170-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>oi gente como vcs estão? e o encontro do pessoal do plural, sai ou nao? Sandrini e Thea... dois sumidos, né Marcelinho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93476824?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93476824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93476824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93476824' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93476778</id><published>2003-04-29T14:30:00.001-03:00</published><updated>2003-04-29T14:30:40.800-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda tento me agarrar àquela sua ùltima frase&lt;br /&gt;na fatídica noite em que te perdi&lt;br /&gt;e seguir em frente sem sentir as feridas&lt;br /&gt;sem sentir a garoa&lt;br /&gt;sem me despedir&lt;br /&gt;o calvário vem das idéias, você falou&lt;br /&gt;as idéias que aprisionam o homem em si&lt;br /&gt;sem pensar duas vezes eu me via ali&lt;br /&gt;o firmamento pesa em mim agora&lt;br /&gt;assim como pesa o mundo&lt;br /&gt;e me sinto surdo&lt;br /&gt;e me sinto mudo&lt;br /&gt;já não sei o que quero de ti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93476778?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93476778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93476778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93476778' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93476743</id><published>2003-04-29T14:30:00.000-03:00</published><updated>2003-04-29T14:30:16.233-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;Se eu pudesse me expandir &lt;br /&gt;pelos horizontes e mares&lt;br /&gt;conhecer diferentes culturas&lt;br /&gt;diferentes seres humanos&lt;br /&gt;seria mais completo&lt;br /&gt;mas a diversão é inabilitada&lt;br /&gt;deficiente e proibida&lt;br /&gt;Fred kruger&lt;br /&gt;Charles manson&lt;br /&gt;Jack o estripador&lt;br /&gt;vamos matar o trabalho e celebrar o ócio&lt;br /&gt;a cultura pré-paga ainda não nos matou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93476743?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93476743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93476743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93476743' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93476725</id><published>2003-04-29T14:29:00.001-03:00</published><updated>2003-04-29T14:29:56.323-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Clara e Analice&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Depois de uma longa viagem de carro, parar em algum posto era a melhor idéia:&lt;br /&gt;- Veio fumando a viagem inteira, percebeu?&lt;br /&gt;- Percebi mas estava pensando.&lt;br /&gt;- Pensou o suficiente para decidir o que fazer quando chegarmos lá?&lt;br /&gt;- Ainda não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara e Analice eram casadas há cinco anos. Se conheceram na grande São Paulo mesmo sendo ambas do Rio. Logo resolveram juntar as coisas e morar junto um mês depois de se conhecerem em uma boate de putas. Clara viu Analice dançando e quis levá-la para casa. Daí ela foi ficando, até largar a vida que tinha e arrumar um emprego de secretária. Desde que Clara havia conseguido a bolsa de estudos em Londres a relação não era mais a mesma. Só se viam de seis em seis meses. No início Analice se prostituia escondido de Clara, na ânsia de juntar dinheiro para visitá-la. Depois começou a sair com alguns clientes de graça e engravidou. Só descobriu dois meses depois, e mesmo desconhecendo o verdadeiro pai da criança resolveu ter o bebê. Sua mãe morreu em uma tentativa de aborto, o que seria se tornaria o seu maior trauma. Esperou dois meses para contar à Clara. Quando ligou não teve como falar nada.&lt;br /&gt;- Estou nesse frio, escrevendo um poema para você&lt;br /&gt;- Que bom.&lt;br /&gt;- Se não fosse a certeza de que estar aqui vai nos dar uma vida melhor não teria forças...&lt;br /&gt;- Eu sei..&lt;br /&gt;Resolveu esperar contar mais três meses depois, quando ela voltaria para ficar durante quinze dias. No aeroporto o constrangimento foi grande:&lt;br /&gt;- Você engordou, não é?&lt;br /&gt;- Pois é&lt;br /&gt;- Mas e essa barriga, é verme é o quê?&lt;br /&gt;- Estou grávida&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Desculpa, eu te amo!&lt;br /&gt;- Ama o caralho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Depois de uma semana sem se falarem no mesmo apartamento o silêncio já estava insuportável. Clara insistia em saber quem era o pai da criança e Analice vinha sempre com a mesma história de que nunca mais havia visto o tal rapaz. Resolveram vender o apartamento ir para a casa da mãe de Clara. Sua mãe aceitaria desconfiada a história de que Analice era uma grande amiga abandonada por seu marido e ajudaria a moça. Faltava decidir se continuaria mantendo o relacionamento ou se romperia indo morar de vez em Londres. &lt;br /&gt;Analice saiu do carro e foi direto para a loja de conveniências comprar qualquer salgado. Clara foi ao banheiro vomitar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Quando saiu do banheiro percebeu a tensão presente no local. O posto de conveniências estava sendo assaltado e Analice era uma das reféns. Clara terminou de fumar seu cigarro enquanto assistia a cena do lado de fora escondida por uma pilastra. Um dos assaltantes atira em um senhor idoso. Em seguida ameaça atirar em Analice. A polícia chega e cerca o posto em volta. Mais um tiro. Clara jogou a ponta no chão e amassou com o pé, afinal isso aqui é um posto, pensou. Depois abriu bem devagar a porta do carro e entrou sorrindo. &lt;br /&gt;-Não vou precisar enganar mais uma vez minha velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93476725?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93476725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93476725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93476725' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93476708</id><published>2003-04-29T14:29:00.000-03:00</published><updated>2003-04-29T14:29:34.586-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se me perguntarem como eles se sentem&lt;br /&gt;pergunto a mim mesma antes&lt;br /&gt;porque antes de mim &lt;br /&gt;de tu ou de ti&lt;br /&gt;outro eu já sabia&lt;br /&gt;Se me perguntarem o que é bom ou ruim em tal caso&lt;br /&gt;ou se me caso ou não caso&lt;br /&gt;pergunto a mim mesma antes&lt;br /&gt;e me sinto bem assim&lt;br /&gt;mas hoje você sorriu pra mim&lt;br /&gt;Se me chamas de narciso,&lt;br /&gt;egocêntrica, aviso:&lt;br /&gt;ninguém me conhece mais do que eu mesma&lt;br /&gt;se pareço o que sou que mal tenho?&lt;br /&gt;não tenho vergonha de fracassar.&lt;br /&gt;Deus gostava de florir, disse Leminsky&lt;br /&gt;ao te ver sorrir tudo se coloriu&lt;br /&gt;no meu canto pensei&lt;br /&gt;meu coração sentiu&lt;br /&gt;tenho medo de não saber ser flor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93476708?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93476708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93476708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93476708' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93468683</id><published>2003-04-29T12:02:00.000-03:00</published><updated>2003-04-29T12:02:17.933-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>After days, here i am.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias, muitas coisas e nada.&lt;br /&gt;Acabou o show de bombardeios - fim de jogo.&lt;br /&gt;Bombardeios do Rio - fim de linha (vermelha, amarela, os cambau)&lt;br /&gt;Onde está o entretenimento?&lt;br /&gt;Me acostumei às bombas e agora já nâo tem mais graça sem elas.&lt;br /&gt;Depois de dias em silêncio, esperava poder soltar alguma bomba (escrita, é claro)&lt;br /&gt;Porém me falta arsenal - o mundo está chato e monótono&lt;br /&gt;Que achar o contrário que detone a primeira bomba!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93468683?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93468683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93468683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93468683' title=''/><author><name>paulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02086249558510619651</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93407381</id><published>2003-04-28T13:36:00.000-03:00</published><updated>2003-04-28T13:36:49.736-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"A utopia está no horizonte...&lt;br /&gt;Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.&lt;br /&gt;Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.&lt;br /&gt;Por mais que eu caminhe jamais a alcançarei.&lt;br /&gt;Então você poderia perguntar: pra que serve a utopia?&lt;br /&gt;E eu responderia: serve para isso, para caminhar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;i&gt;Eduardo Galeano&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93407381?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93407381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93407381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93407381' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93316298</id><published>2003-04-26T20:19:00.000-03:00</published><updated>2003-04-26T20:19:44.940-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Pedindo paz&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A adolescente Gabriela do Prado, que há um mês foi assassinada na entrada do metrô na estação São Francisco Xavier, vai ser homenageada na semana de moda do Shopping Tijuca. No primeiro desfile, as modelos estarão de branco com a imagem de Gabriela ao fundo fazendo o símbolo da paz.&lt;/i&gt; (Ancelmo Gois, Globo 26/04/03)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aposto que o defunto vai adorar ser homenageado (ou a defunta? defunto(a) tem gênero?). E, vamos e convenhamos, essas modelos vão estar pedindo paz. Às autoridades, aos céus, ao Coelhinho da Páscoa - aproveitando a data - ou à elas próprias? Afinal, todo mundo sabe que desigualdade social gera violência... Modelo? Modelo de quê, mesmo? De beleza, fama, "sucesso", riqueza, magreza? Igualzinho às meninas que passam os dias nas ruas pedindo dinheiro e, ao chegarem em casa, observam atentas, na TV, as modelos das passarelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se refletir...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93316298?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93316298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93316298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93316298' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93280310</id><published>2003-04-26T01:39:00.000-03:00</published><updated>2003-04-26T01:39:36.813-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Essa é a real&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que estou me segurando para não desancar com a Coca-Cola por essa propaganda odiosamente irritante, que pode ser identificada pela frase "ficar, essa é a real", quando a menina chega em casa e coloca a latinha na prateleira junto com outras dezenas de latas. Em seguida aquele sorriso tão safado quanto cínico. Juro que tentei resistir, mas depois de assistir pela quinta vez, não deu mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eles querem com essa campanha? Mostrar que toda menininha de 12 anos é uma putinha? Esse pode ser o estereótipo da filha do criador dessa propaganda, mas não representa, de maneira alguma (muito embora eles tentem fazer parecer), as meninas dessa idade. Ainda mais com o intuito de vender esse veneno, essa coisa cheia de cola e coca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é porque se tem muito dinheiro para gastar que você vai apelar para o mal gosto. O Stenzel sabe disso, é publicitário. Duvido que fizesse uma porcaria dessas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93280310?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93280310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93280310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93280310' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93199126</id><published>2003-04-24T17:57:00.000-03:00</published><updated>2003-04-24T17:57:05.863-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Pneumonia Asiática&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem por aí que perguntar não ofende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, qual seria o impacto dessa doença atual na economia dos sagazes tigres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspeito que haja muito predador rindo à toa ultimamente. E rindo com máscara, respirador e tudo o mais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93199126?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93199126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93199126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93199126' title=''/><author><name>Thea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14066217578022941977</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93078526</id><published>2003-04-22T21:09:00.000-03:00</published><updated>2003-04-22T21:11:48.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;5 VEZES PARREIRA!!!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CRÔNICAS POSSÍVEIS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovem ainda, 17 anos, e sai com um jacaré. Suas amigas mais velhas, um pouco mais ajuizadas e experientes, aconselham:&lt;br /&gt;- Larga disso. O camelo é mais charmoso.&lt;br /&gt;O camelo, porém, não bebe. Ela prefere ficar com o gorila. E depois dele o elefante, porque fuma. Não resiste, porém, ao abraço do tamanduá e por isso mesmo se entrega aos beijos do leão. &lt;br /&gt;Chega em casa abraçada ao cachorro. Seu pai, indignado com o comportamento da filha, reclama:&lt;br /&gt;- Isso são horas de chegar, mocinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiras horas da manhã, os ônibus pegando fogo. Granadas explodindo delegacias e hotéis. Tiros cortando o silêncio do dia. Motos alucinadas cruzando uma cidade vazia.&lt;br /&gt;Dentro dos apartamentos, diante da TV, uma população inteira condenando o radicalismo de George Bush. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta minutos no ponto de ônibus. Ele já começa a dar sinais de impaciência: acende um cigarro, anda de um lado pra outro. Abre o jornal e deixa os olhos passearem pelas manchetes, sem ler. Outro cigarro, uma bala, mais um cigarro. &lt;br /&gt;- Será que o próximo ônibus ainda vai demorar muito?&lt;br /&gt;O venusiano responde com a menor de suas três bocas:&lt;br /&gt;- Depois que o Columbia se desintegrou, o próximo ônibus espacial não vem tão cedo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nasceu durante a Primeira Guerra Mundial, escapou ileso da Segunda, viveu em relativa tranquilidade no Vietnã, enquanto o pau comia. Nos anos 80, deixou as Ilhas Malvinas como clandestino num navio inglês. Desembarcou em Israel, foi expulso para a Palestina e depois montou um posto de gasolina no Kuait. &lt;br /&gt;Quando o pau começou a comer de novo, na Guerra do Golfo, ele resolveu descansar de tantos conflitos. Estava velho e achou que o Brasil seria um bom lugar para viver. &lt;br /&gt;Morreu em 1998, uma bala perdida enfiada na cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vendia palavras no mercado negro. Só palavras raras. &lt;br /&gt;- Na minha mão, o senhor compra Dignidade por US$ 10.000.&lt;br /&gt;- E Felicidade, quanto custa?&lt;br /&gt;- US$ 70.000.&lt;br /&gt;- Saúde. Tem Saúde aí?&lt;br /&gt;- Saúde, doutor, custa caro.&lt;br /&gt;- Eu quero.&lt;br /&gt;- Vendo por US$ 350.000. O melhor preço da praça. &lt;br /&gt;- Quero também Riqueza, Prestígio e Fama.&lt;br /&gt;- US$ 125.000. Cada uma. &lt;br /&gt;- Tem desconto?&lt;br /&gt;- A gente dá um jeito. 10% tá bom? Pro doutor virar freguês. &lt;br /&gt;- A Paz, quanto custa?&lt;br /&gt;- Não trabalho com esse produto, doutor.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Saiu de moda faz tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;INSTANTE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela entrou no restaurante, sentou-se, cruzou as pernas. O olhar dele a apanhou imediatamente. Bela mulher, como há muito não via. Foi lá conferir.&lt;br /&gt;Sem nenhuma palavra, sentou-se ao lado dela. Pôs a mão sobre a mão macia da mulher. Nenhuma resistência. Pelo contrário: a boca vermelha se oferecia para um longo beijo. Ele não perdeu tempo. Enquanto beijava, sentia o perfume marcante dos cabelos, os dedos já percorrendo uma coxa. Tudo em volta desaparecendo, ficando branco, luminoso, girando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem, senhor? - perguntou o garçom.&lt;br /&gt;- Sim - ele respondeu. - Foi apenas um mal estar.&lt;br /&gt;- Mas o senhor desmaiou...&lt;br /&gt;- Não foi nada, nada.&lt;br /&gt;No mesmo instante ela entrou no restaurante, sentou-se, cruzou as pernas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MARIANNA!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, aos 2 anos, Marianna botou fogo no rabo do gato, mamãe disse, orgulhosa:&lt;br /&gt;- Que gracinha! Parece o papai...&lt;br /&gt;Papai não comentou. Era melhor. &lt;br /&gt;Logo mais, com 4 anos, a pequena Marianna aprontou mais uma: pegou um ônibus e foi, feliz e sozinha, ao McDonald's. &lt;br /&gt;Três horas depois, o serviço de entrega da lanchonete estava diante da casa. Dentro do furgão, quase soterrada por toneladas de batatas fritas e sanduíches, estava uma Marianna radiante, sã e salva, exibindo na mão direita um Big Mac como troféu.&lt;br /&gt;- Aqui está sua filha, senhora - falou o rapaz de uniforme. - Deseja um McSundae de sobremesa, senhora?&lt;br /&gt;Mamãe se limitou a repetir, orgulhosa:&lt;br /&gt;- Que gracinha! Parece o papai...&lt;br /&gt;Papai nunca gostara do McDonald's: comida plástica, linha de produção imperialista. Mesmo assim, não comentou. Era melhor.&lt;br /&gt;Aos 8 anos, pela internet, Marianna, com um clique apenas, derrubou as bolsas de valores de Nova Iorque e Londres. Um talento raro, reconhecido imediatamente por diversos agentes da CIA e da Scotland Yard.&lt;br /&gt;Orgulhosa, mamãe falou:&lt;br /&gt;- Que gracinha! Parece o papai...&lt;br /&gt;Papai não comentou, é claro - mas deixou escapar um sorriso. Enigmático sorriso, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;Com 16 anos, Marianna declarou formalmente à família que não se interessava mais por meninos. E que se tornaria a partir de então uma militante do MST. &lt;br /&gt;Mamãe, mais uma vez orgulhosa:&lt;br /&gt;- Que gracinha! Parece o papai...&lt;br /&gt;Papai, que também não gostava de meninos, achou curiosa a orientação política da filha. Mas achou melhor não comentar.&lt;br /&gt;Aos 32 anos Marianna entrou em casa arrastando uma halterofilista sueca pela mão. Apresentou-a como sendo a sua futura esposa. "Ela me mostrou o quanto eu fui cretina pela vida afora", justificou-se.&lt;br /&gt;Mamãe, que nunca se surpreendera com as atitudes da filha, emudeceu pela primeira vez. E papai, enfim, comentou:&lt;br /&gt;- Que gracinha! Parece a mamãe... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ROBERTO PEQUENO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tito. Era assim que o submundo artístico o conhecia: Tito, o multicantor. Tito, o que toca tudo. Tito, o mais antigo cantor da noite paulistana.&lt;br /&gt;Aos 72 anos, Tito já era quase uma lenda. Todo mundo, em algum momento da vida, tinha ouvido a sua voz. O problema é que poucos sabiam que o dono da voz se chamava Tito. Pouquíssimos. Só a gente miúda dos bares, das buates decadentes, dos inferninhos. Só os garçons de fim de noite, as caixas sonolentas, os bêbados desconsolados. &lt;br /&gt;Mesmo assim, Tito era pura energia: mantinha acesa ainda a chama do sonho de toda a vida: tornar-se um artista conhecido. &lt;br /&gt;- Mas pra isso eu preciso gravar um CD - ele vivia dizendo aos poucos que se dispunham a ouvi-lo além da festa interminável das buates. - Gravando um CD, o mundo vai me conhecer!&lt;br /&gt;Tito era o tipo versátil: sua voz abrigava tanto um Frank Sinatra quanto um Reginaldo Rossi. Seu repertório era igualmente versátil: de Silvio Caldas a Cazuza, passando por Luiz Gonzaga, ele sabia todas as letras de cor. &lt;br /&gt;- Também conheço algumas canções tradicionais italianas, francesas e alemãs - ele dizia. - Volta e meia aparecem os gringos e eu canto pra agradar. &lt;br /&gt;E foi um desses gringos que acabou realizando o seu maior sonho. Giorgio Vale, diretor de uma gravadora italiana, ouviu Tito numa noite de muitos uísques e pouca prudência. Ouviu, gostou, e deixou 4 mil dólares para Tito ir procurá-lo. Na Itália.&lt;br /&gt;Tito embarcou três dias depois, trêmulo. Não pelo vôo, mas pela expectativa: percebia que o seu momento estava chegando. E na Itália, menos de um mês depois da sua chegada, o tão sonhado CD pronto, enfim. &lt;br /&gt;- Só tem um problema - disse Giorgio. - Tito não funciona como nome artístico. Precisamos arrumar outro.&lt;br /&gt;- Sempre funcionou no Brasil! - argumentou Tito.&lt;br /&gt;- Você é conhecido no Brasil? Fez sucesso?&lt;br /&gt;Tito se rendeu. Giorgio tinha razão. &lt;br /&gt;Depois de passarem uma tarde inteira discutindo nomes elegantes e ridículos, Tito, exausto, falou:&lt;br /&gt;- Já não consigo pensar em mais nenhum nome... A não ser o meu nome de batismo.&lt;br /&gt;- E qual é?&lt;br /&gt;- Roberto Pequeno.&lt;br /&gt;- É isso! - berrou Giorgio. - Esse é o nome de que precisamos!&lt;br /&gt;Tito não entendeu nada, mas ficou feliz com a felicidade de Giorgio. E, se ele achava bom, por que não tentar?&lt;br /&gt;Giorgio armou um grande show de apresentação. A platéia só saberia o nome do cantor minutos antes dele pisar no palco. &lt;br /&gt;Na noite de estréia, mesmo com mais de 50 anos de janela, Tito tremeu. No palco, um popular ator italiano chamou:&lt;br /&gt;- E agora com vocês, diretamente do Brasil, o graaaaaande Roberto Pequeno!&lt;br /&gt;Tito pisou no palco e foi recebido por uma gargalhada que durou quase cinco minutos. Nesse exato momento morreu o obscuro cantor. E nasceu Roberto Pequeno, o maior humorista italiano de todos os tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TIMIDEZ&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do espelho ele começou a se lembrar: oito anos, oito anos angustiantes só pensando nela. Mas algo impedia a voz, as mãos suavam, as palavras se perdiam no pensamento. E ela ali, ao lado, o tempo inteiro, ao alcance da mão. Bastaria tocar, acariciar os cabelos, talvez, uma palavra gentil, apenas um sorriso. Mas não, ele jamais conseguiria. &lt;br /&gt;Uma vez até escreveu um poema. Quer dizer, quase um poema (se é que podem existir quase-poemas). Na hora de entregá-lo, faltou a coragem, faltou mais uma vez a voz. Tudo o que conseguiu foi exibir a folha de papel dobradinha entre os dedos da mão trêmula. Ela percebeu. &lt;br /&gt;- O que é isso? - perguntou.&lt;br /&gt;- Nada - ele disse. E ficou admirado por ter conseguido dizer "nada". Era uma palavra, pelo menos. A primeira.&lt;br /&gt;E última: nunca mais conseguiu falar coisa alguma, nem mesmo quando ela abriu o jogo:&lt;br /&gt;- Olha, sei que você gosta de mim. E sei da sua timidez. Mas eu topo. Hoje à noite te encontro no bar. &lt;br /&gt;Ela disse isso e lhe deu um beijo rápido nos lábios. E desapareceu. Ele ficou lá, mais uma vez admirado, mudo mais uma vez. &lt;br /&gt;Mesmo assim, à noite, reuniu forças e foi ao bar. Mais trêmulo do que de costume, a mão mais suada, o coração querendo fugir. &lt;br /&gt;Meia hora depois ele se convenceu: ela não viria. Nunca. Mas não se sentiu triste por causa disso. Pelo contrário: sentiu-se finalmente aliviado, primeira vez em oito anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93078526?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93078526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93078526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93078526' title=''/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05358197346146994201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-93049972</id><published>2003-04-22T12:14:00.000-03:00</published><updated>2003-04-22T12:14:20.823-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O nome é "Saia Justa", &lt;br /&gt;mas bem que podia ser "Filosofia de Boteco".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só assisti ao Saia Justa duas vezes. A última foi ontem. A primeira foi logo depois da desastrada visita de Michael Jackson a Alemanha. Como sempre, lá estavam as quatro meninas prodígio: Rita Lee - rejeitando o rótulo de "muito louca", que insistem em manter, e numa postura "na dela"; Fernanda Young - que deveria escrever mais e falar menos; Marisa Orth - ou será a Magda? e Mônica Waldvogel - alguém tinha que ser racional por lá.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No episódio do Michael Jackson, entre tantas discussões, Magda, digo, Marisa manifestou-se inconformada com o nome dos filhos do cantor, e nos proporcionou o seguinte diálogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magda Orth - Acho isso um absurdo: Prince Michael I, Prince Michael II. Imagina se a Britney Spears resolve ter uma filha e dar o nome de... sei lá... Madonna Britney I .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Young - Sim, mas não é por causa do cantor. Prince, em inglês, significa príncipe, Marisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magda Orth (perdida) - Sim... mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio constrangedor. Rita Lee abaixa a cabeça, Mônica Waldvogel salva a situação mudando bruscamente de assunto, Paulo Stenzel utiliza o poder do controle remoto e muda de canal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi a última vez. Juro. No melhor estilo filosofia de boteco, elas discutiam a guerra. O programa era ao vivo, com platéia. Fernanda Young, mais do que nunca, queria mostrar o quanto é irreverente numa  atitude adolescente que já não combina com a mãe de família. Num destes ataques verborréicos, ela solta esta jóia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles têm mais é que saquear mesmo. Aquele povo feio, machista... E quer saber de uma coisa? Pra mim tanto faz aquele monte de tralha velha, eu tô cagando pra Mesopotâmia. (alguém não gosta do comentário, mas ela insiste numa frase que não ficava bem nem como piada nos "Normais"). TÔ CAGANDO PRA MESOPOTÂMIA mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplausos da platéia (?), Fernanda Young sorri satisfeita, Paulo Stenzel muda de canal. É por essas e por outras, que eu é que tô cagando pro Saia Justa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-93049972?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93049972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/93049972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_20_archive.html#93049972' title=''/><author><name>Paulo Stenzel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10616415800150159179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92779293</id><published>2003-04-17T11:35:00.000-03:00</published><updated>2003-04-17T11:35:54.390-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Reajuste&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na oposição, o PT exigia 75% de reajuste. No governo, dá 1%. Tem professor lá na faculdade mandando o Lula enfiar esse 1% no... Fome Zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Previdência&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora quer privatizar a previdência porque sim, sem maiores motivos aparentes (aparentes, aparentes). O aposentado que recebe mais de 1.080 reais vai ter que contribuir com 11%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contribuir pra quem? A previdência é uma instituição que existe para garantir a estabilidade financeira da pessoa que contribuiu a vida toda quando ela se aposentar. Lula, Lula... Presta mais atenção no que fazes, companheiro... Você sabe que não foi eleito pra isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92779293?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92779293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92779293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92779293' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92778814</id><published>2003-04-17T11:27:00.000-03:00</published><updated>2003-04-17T11:27:00.590-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Raul Seixas não morreu!!! Está preso na mansão maldita, na praia da macumba. Ele foi capturado por Paulo Coelho e está sendo obrigado a escrever sem parar. Coelho pega tudo o que ele escreve e inverte o sentido, publicando em forma de livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o mote de uma história que ficamos de escrever (SSS - Sara, Sandrini e Salles). As idéias foram surgindo em um dos dias que estive em Curitiba, na casa do Sandrini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92778814?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92778814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92778814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92778814' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92777906</id><published>2003-04-17T11:10:00.000-03:00</published><updated>2003-04-17T11:10:51.700-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Os tolos acreditam que são eles quem escolhem a mulher, simplesmente porque, geralmente, são eles quem tomam a iniciativa. Não percebem que, na verdade, são as mulheres que escolhem o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os muitos que delas se aproximam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92777906?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92777906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92777906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92777906' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92706582</id><published>2003-04-16T07:00:00.000-03:00</published><updated>2003-04-16T07:00:26.140-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Mais um pouco da miséria como espetáculo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo programa da TVi (que eu definiria como um SBT de Portugal) chama-se “Grande Oportunidade”. É &lt;b&gt;mais um&lt;/b&gt; &lt;i&gt;reality show&lt;/i&gt; só que com um toque um tanto sórdido. Dois candidatos desempregados disputam uma vaga de emprego. Quem decide o escolhido é o telespectador e, para conquistar o pessoal de casa, vale tudo desde mostrar as suas qualificações, até contar o seu drama, testemunhos emocionados de parentes e amigos e muito mais. O que não foi anunciado, é que alguns contratos de trabalho (o prêmio) são de apenas 6 meses. Ou seja, ganha divulgação a empresa que “dá” o emprego, ganham os patrocinadores com mais um provável sucesso desta fórmula da moda e ganha a emissora com alguns pontinhos de audiência. Os concorrentes pensam que ganham alguns minutos de fama, mas nem imaginam o quanto estão sendo usados e o tamanho da lixeira que os espera pouco tempo depois. Imagino que, logo, este formato deva chegar ao Brasil. Candidato é o que não falta.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92706582?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92706582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92706582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92706582' title=''/><author><name>Paulo Stenzel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10616415800150159179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92653893</id><published>2003-04-15T12:13:00.000-03:00</published><updated>2003-04-15T12:13:48.780-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;COCA-COLA: PEQUENA HISTÓRIA DE UMA GRANDE MULTINACIONAL&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O refrigerante mais vendido em cerca de 150 países e que, em 1984, controlava cerca de 50% do mercado total de refrigerantes do Brasil, surgiu em 1886, na farmácia de John Pemberton, em Atlanta, Estados Unidos. Ele inventara um remédio para dor de cabeça e distúrbios do sistema nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo da Coca-Cola está na fórmula de seu xarope, conhecida por, no máximo, dez pessoas. A matriz norte-ameriana concede o direito de uso do xarope (importado de Atlanta) e do nome da firma, desde que os engarrafadores de todo o mundo respeitem as regras ditadas por ela - inclusive o desenho da garrafa - e paguem, à Coca-Cola 15,7% do produto das vendas por atacado. De seus lucros, a matriz tira 5% para gastar em apoios publicitário e promocional em diversos países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1977, o governo da Índia nacionalizou a Coca-Cola, denunciando que a comercialização do misterioso xarope proporcionava à multinacional lucros de até 400%. Em 25 anos de atividade, a empresa investira apenas 100.000 dólares na Índia e levara para os Estados Unidos lucros no valor de 12 milhões de dólares!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coca-Cola chegou ao Brasil em 1939. Examinando o xarope em laboratórios, não se conseguiu descobrir sua fórmula, mas verificou-se que ele contém aditivos químicos prejudiciais à saúde. O principal é o ácido fosfórico, que se combina com o cálcio existente no organismo humano. Tal combinação faz com que o organismo ponha para fora o cálcio, tão importante à saúde, na forma de fosfato de cálcio. Esse descalcificação produz enfraquecimento dos ossos, especialmente dos dentes em formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo em 1968 comprovou que ratos alimentados com Coca-Cola apresentavam deficiência congênita na segunda geração de filhos - seus ossos partiam com facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das conclusões dos laboratórios, em 1939, Getúlio Vargas baixou um decreto facilitando a entrada do produto no país. Apenas o consumidor ficava avisado de que o registro do produto é falso, pois nem o governo conhece sua verdadeira fórmula. Por isso, toda garrafa de Coca-Cola traz sob o nome do refrigerante: marca registrada de fantasia. "De fantasia" é um eufemismo pra dizer que não é verdadeiro, que o registro é falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fontes: revista Exame, 21-3-84; Retrato do Brasil, vol I, p. 175 a 177.)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92653893?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92653893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92653893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92653893' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92652566</id><published>2003-04-15T11:51:00.000-03:00</published><updated>2003-04-15T11:51:25.106-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Pensa-rápido&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que os jornalões referem-se ao "regime" de Saddam e à "administração" Bush?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92652566?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92652566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92652566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92652566' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92645018</id><published>2003-04-15T09:17:00.000-03:00</published><updated>2003-04-15T11:00:02.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>- Então, Paulo, cheio de ideais a zelar e aí, com este All Star americano de 45 Euros fabricado na China com mão-de-obra escrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, cheio de ideais a zelar, sim com um All Star americano. Só que fabricado sob licença em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil com mão-de-obra especializada. E comprado em Porto Alegre, mesmo estado e país, por 30 Reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Diálogo real, acontecido há poucos minutos. Haja saco.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92645018?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92645018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92645018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92645018' title=''/><author><name>Paulo Stenzel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10616415800150159179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92644777</id><published>2003-04-15T09:11:00.000-03:00</published><updated>2003-04-15T10:59:32.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A volta dos que não foram.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog "Poetas Novos" está de volta, apesar de nunca ter saído do lugar. É que, depois de uma parada para remodelação, volta hoje com nova embalagem, novo visual, novos poetas, novo espírito, enfim, tudo novo. Para um teletransporte instantâneo, basta um clic no link ao lado. Se não gostarem, podem meter o pau (no bom sentido).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92644777?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92644777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92644777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92644777' title=''/><author><name>Paulo Stenzel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10616415800150159179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92591772</id><published>2003-04-14T13:49:00.000-03:00</published><updated>2003-04-14T13:49:27.796-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O menino que não acreditava em Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ateu, ascético, aculturado&lt;br /&gt;o menino que não acreditava em Deus &lt;br /&gt;livre de todas as crenças  &lt;br /&gt;todas as rédeas da moral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia perguntaram por sua razão de viver&lt;br /&gt;"a razão é o que nos impede de sentir a vida"&lt;br /&gt;então o acharam frio e insensato&lt;br /&gt;quando ele dizia justamente o contrário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino que não acreditava em Deus&lt;br /&gt;não entendia o porquê das guerras que em seu nome&lt;br /&gt;quando diziam que ele pedia justamente o contrário&lt;br /&gt;pedia o culto ao amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Deus existisse, pensou um dia o menino&lt;br /&gt;saberia que fui o mais fiel&lt;br /&gt;porque antes de amar qualquer lei&lt;br /&gt;amei o homem e suas falhas&lt;br /&gt;amei a natureza, sopro da vida&lt;br /&gt;sem qualquer prévia explicação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92591772?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92591772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92591772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92591772' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92564844</id><published>2003-04-14T02:10:00.000-03:00</published><updated>2003-04-14T02:10:51.420-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Chora neném&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho, a Band vai lançar um novo programa com a dupla Datena-Kajuru, que levará o nome de "Tela Cheia". Datena explica que o programa vai ser uma mistura de jornalismo (?) com entretenimento, sendo que a parte jornalística (entendi) vai ficar por conta dele. Um dos quadros vai ser o que contrapõe o "Brasil do Bem" (sic), com o "Brasil do Mal" (sic). A emissora pretende roubar alguns pontinhos no ibope da Globo e do SBT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com tristeza profunda que constato a existência de uma fórmula para fazer ""sucesso"" (duplamente entre aspas) na TV brasileira. Pega-se o que há de pior no inconsciente coletivo (no caso, bem x mal) e desenvolve-se alguma coisa em torno disso. Chora, neném. Chora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92564844?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92564844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92564844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92564844' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92563587</id><published>2003-04-14T01:44:00.000-03:00</published><updated>2003-04-14T01:44:04.966-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;No começo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chega pra lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chega você, ué!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma meninos, vocês precisam entender que o espaço de um começa onde termina o espaço do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem, em outras palavras, você pode fazer as suas coisas dentro de um certo limite, desde que não invada o espaço do colega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, como vou saber se estou invadindo ou não o espaço dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, como vamos saber? E se eu estiver com frio e ligaram o ar-condicionado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aí estarão invadindo seu espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas se outros alunos passarem a sentir calor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... Ah, então traz casaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E esse nosso empurra-empurra, como vamos descobrir quem estava com a cadeira aqui primeiro? Chega pra lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chega você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, seu miolo-mole, vê se não enche!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É a mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tapas, socos e chutes. Viu por que inventaram a pólvora?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92563587?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92563587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92563587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_13_archive.html#92563587' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92509107</id><published>2003-04-12T22:45:00.000-03:00</published><updated>2003-04-13T15:07:21.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Beijo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a situação acontece só com alguns, ou se é com todos. Basta pensarmos que estamos preparados para o que der e vier, termos cada palavra, cada gesto, cada expressão facial ensaiada para que este sádico, a quem chamamos destino, nos brinde com o inesperado. É então que, confrontados com a nossa falha de planejamento, acabamos fazendo tudo ao contrário do esperado. Nos tornamos patéticos e passamos o resto da vida esperando pela oportunidade de voltarmos no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia ele não queria pensar nisso. Embora conhecesse muito bem estas armadilhas do destino, tinha a certeza que aquele seria um dia especial. Além disso, tinha coisas muito mais importantes para se preocupar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente ao espelho, ainda sem camisa para não correr o risco de ser carimbado por um pingo de creme dental, testava todas as possibilidades de sorrisos seguido de um “oi”. Havia comprado toda a roupa especialmente para a ocasião. A calça e a camisa estavam bem passadas e o sapato brilhando. Só faltava decidir qual seria o perfume, se um mais forte para causar logo um grande impacto, ou, quem sabe, um mais suave para surpreendê-la quando estivesse bem perto. Bem perto, sim, esta idéia o agradava. Decidido. O perfume mais forte, porém usado em menor quantidade, seria o ideal. Mas e se ela fosse alérgica? Meu Deus, são tantos detalhes, melhor nem pensar nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cabelo bem cortado, um banho demorado, dentes cuidadosamente escovados, solução bucal, barbeador novo e com quatro lâminas “para um barbear rente e perfeito” como prometia a publicidade. Sorrisos, cantorias, coreografias inventadas na hora, diálogos imaginários. Assim ele passou o dia. Feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto tempo perdido por causa da timidez – dois anos – e quando finalmente tomou coragem, teve a mais feliz das surpresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos tomar um chope amanhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amanhã? Claro, e porque não? – Lá estava aquele sorriso que só ela tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No Círculo Polar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótimo, eu sempre vou lá. – Mais uma vez aquele sorriso cativante, maravilhoso. Aquele olhar brilhante, aquela pele perfeita. Só a pele não, ela era toda perfeita, linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Círculo Polar, este pessoal dá cada nome esquisito para os lugares. Enfim, o que importava o nome? O local era um destes bares iguais a tantos outros, mas que, por qualquer motivo que ninguém sabe explicar, acaba se tornando o preferido e mais bem frequentado. Para a felicidade dele, havia sido uma boa escolha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma última conferida no cabelo, carteira, talão de cheques, relógio, chave do carro. Tudo pronto, tudo em ordem, nada daria errado. Ele tinha uma frase pronta para cada situação possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flores. Levar ou não levar flores? Poderia soar antiquado, mas por outro lado, as mulheres costumam gostar destes cavalheirismos, deste romantismo. Ele riu ao lembrar da música do Roberto “… do tipo que ainda manda flores”. Pronto, estava decidido. Ele levaria algo bem discreto para agradar e evitar algum possível constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não duvidava que aquele era um dos dias mais felizes da sua vida. Provavelmente, o mais feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estacionou o carro, ajeitou a gola e fez modificações insignificantes no seu penteado. Agia como se cada detalhe ínfimo fosse determinante. Quando passou pela porta, percebeu que ela já havia chegado. Aliás, foi a primeira e única pessoa que os seus olhos encontraram naquele instante mágico. Ela estava mais linda e radiante do que nunca. Um leve vestido de cor clara tocava delicadamente os seus joelhos, as alcinhas deixavam aparecer os seus frágeis ombros. O discreto batom emoldurava aquele que era o sorriso mais bonito do mundo. Para ele, ali estava o ícone da beleza feminina. A mulher que toda mulher gostaria de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não tinha dúvidas sobre o quanto estava apaixonado, quando o seu mundo parou. Naquele momento, ele esqueceu tudo o que havia ensaiado, nenhuma frase, nenhuma expressão, nada. As suas mãos tremeram, as flores caíram no chão, uma vontade quase irresistível de sair correndo o invadiu e ele não conseguiu segurar uma lágrima. Afinal, quem era aquele cara que ela estava beijando?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92509107?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92509107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92509107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92509107' title=''/><author><name>Paulo Stenzel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10616415800150159179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92495736</id><published>2003-04-12T16:14:00.000-03:00</published><updated>2003-04-12T16:14:47.390-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É impressionante - e muitas vezes irritante - o preconceito que as pessoas têm em relação aos índios. Dizem que são preguiçosos, que são selvagens e outras bobeiras do mesmo quilate. O que diria um índio (falo dos índios antes de serem aculturados) diante de um pai ou uma mãe agredindo um filho, quando em sua formação - muito mais equilibrada, ressalta-se - bater numa criança é o pior dos pecados. Tanto é que eles se abaixam para falar com os curumins, para ficar da mesma altura. Assim, quando crescerem, não faltarão com o respeito (não se tem notícia de filhos indígenas matando pais, mães ou avós).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa é essa babaquice de dizer que índio é preguiçoso. Fui ao museu do índio, em Botafogo, e estudei o suficiente para saber que essa falácia foi plantada na nossa cabeça por uma mídia escrota e imbecil-imbecilizante. Aí, porra, não tenho pra onde correr. A culpa não é do imbecilizado (que não sabe do que está falando) e nem de ninguém que eu possa atingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou esmurrar a porra da parede (que tb não tem nada com isso) pra ver se a raiva passa. Ô droga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92495736?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92495736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92495736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92495736' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92397058</id><published>2003-04-10T22:25:00.000-03:00</published><updated>2003-04-10T22:25:13.843-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Caros Amigos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão pensando o quê? Que estou fazendo propaganda da revista? Bem, em parte... É que aquele troço (*) que havia publicado aqui, sob o título de "O sadismo do império", foi publicado lá na página da Caros Amigos, na seção"só no &lt;i&gt;site&lt;/i&gt;". Confiram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) é que depois que eu li um artigo da professora Sylvia Moretzsohn, por enquanto vou preferir me referir aos meus escritos como "troço". São nada menos que 47 páginas bem &lt;b&gt;articuladas&lt;/b&gt; sobre como a mídia é usada na fabricação de um senso comum extremamente danoso à sociedade. Quem quiser, emeio-mi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92397058?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92397058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92397058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92397058' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92396784</id><published>2003-04-10T22:19:00.000-03:00</published><updated>2003-04-10T22:19:56.606-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Ilusões&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cês viram que o diretor-chefe do FMI elogiou a política econômica do Lula? Estou sentindo mais ou menos a mesma coisa do que quando inauguram novos polígonos de segurança...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92396784?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92396784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92396784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92396784' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92395023</id><published>2003-04-10T21:44:00.000-03:00</published><updated>2003-04-10T21:44:56.140-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A POTÊNCIA DOS CAVALOS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os carros mais potentes, 1.6 pra cima, são como os garotos bombados. Por exemplo, numa cidade dominada por radares, são raros os pontos em que podem exibir sua potência. Então, quando chegam a este determinado lugar, fazem questão de acelerar tudo que podem e de ultrapassar os mais lentos, sem que estes tenham chance de reagir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo parecido ocorre numa festa. Em vez de carros, rapazes. Em vez de cilindradas, aminoácidos sintetizados. Neste novo lugar, não há espaço para a inteligência. Apenas para músculos. É comum vermos esses garotos sem camisa, mostrando toda sua, digamos, potência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fica difícil dizer em qual dos casos a equivalência com cavalos é mais cabível.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92395023?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92395023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92395023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92395023' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92263748</id><published>2003-04-09T00:03:00.000-03:00</published><updated>2003-04-09T00:10:29.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.bowlingforcolumbine.com/involved/operationoily.php" target="_black"&gt;&lt;img src="http://www.michaelmoore.com/images/home/opoily.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92263748?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92263748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92263748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92263748' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92260946</id><published>2003-04-08T23:15:00.000-03:00</published><updated>2003-04-08T23:15:51.530-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A culpa é do besouro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosofávamos, eu e meu pai, sobre as razões da infelicidade do homem. Chegamos à conclusão (óbvia, diga-se de passagem) de que a domesticação do cavalo em lugar da do besouro, no início da aventura humana, é a causa primeira de todos os males que afligem a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, está provado que o besouro é o animal mais forte do planeta, podendo carregar cerca de trezentas vezes o próprio peso. Enquanto isso, o cavalo carrega o quê, duas, três vezes o próprio peso? Isso quando muito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então objetei: mas pai, é verdade também que trezentos besouros não pesam muito. E ele respondeu, sabiamente, “ah, é, então experimenta empilhar trezentos Marcelos em cima de você”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, nossa tese estava comprovada. O ser humano é infeliz por causa do besouro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92260946?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92260946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92260946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92260946' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92241867</id><published>2003-04-08T17:16:00.000-03:00</published><updated>2003-04-08T17:16:56.653-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Iraque é invadido pelos EUA. Pessoas morrem. Pentágono coloca a culpa no Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá pra entender?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92241867?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92241867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92241867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92241867' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92163201</id><published>2003-04-07T15:09:00.000-03:00</published><updated>2003-04-07T15:09:46.373-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ainda não entendi direito esta guerra. Como é que pode um cara representar perigo para o mundo, quando ele não consegue, sequer, representar perigo a apenas dois países &lt;b&gt;cu&lt;/b&gt;ligados?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92163201?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92163201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92163201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92163201' title=''/><author><name>Paulo Stenzel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10616415800150159179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92153590</id><published>2003-04-07T12:26:00.000-03:00</published><updated>2003-04-07T12:26:29.200-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou lançando uma campanha à partir de agora (12:29): ONDE ESTÁ A THEA?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92153590?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92153590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92153590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92153590' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92153519</id><published>2003-04-07T12:25:00.000-03:00</published><updated>2003-04-07T12:25:24.200-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Para quem faz faculdade aqui: Dê o devido valor colega, porque não poder estudar mesmo querendo muito é uma merda!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92153519?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92153519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92153519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92153519' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92153362</id><published>2003-04-07T12:22:00.000-03:00</published><updated>2003-04-07T12:22:15.466-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Que fique bem claro que isso não é uma contribuição cultural para este blog..rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MuLhEr  Da  TeLeViSãO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de trancar a faculdade por razões extraordinárias Cristiane passou a viver uma vida depreciativa, insensata e boêmia. Para pagar suas dívidas teve que vender a guitarra, o celular e a televisão. Aliás me enganei, ela não vendeu o celular. Na venda da guitarra, negócio certo. O problema veio mesmo com a televisão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de cobrar Thaíse milhões e milhões de vezes quase compro uma pistola de brinquedo e pulo no pescoço da mulher. Meus amigos pediam dinheiro emprestado e eu sempre dizia: "Te empresto quando a mulher da televisão me pagar."  &lt;br /&gt; Já estava cansada de ouvir a mesma coisa de todo mundo: "E a mulher da tela, já te pagou?", "Você foi burra mesmo de vender uma televisão sem receber a grana na hora. Bem que eu te avisei.", "Se quiser dar um susto na da tela tô aqui pra isso."&lt;br /&gt; Foi na última frase que tomei coragem para ir atrás daquela vigarista. Já tinha ido à delegacia, tinha a grana para recorrer no cartório, mas pensei em tentar pela última vez. Fabiano apareceu no seu fusquinha branco e fomos conversando até o tal do Tarumã, onde morava a sem-vergonha. Chamamos ao interfone e ninguém atendeu. Tocamos no sobrado vizinho e aparece uma mulher baixinha, com cara de mestre dos magos, para solucionar nossas questões. Fingimos ser da polícia e perguntamos o que ela sabia da gatuna. A velha respondeu que Thaíse tinha fama de ladra e que era estelionatária de carteirinha, com prisão e o caralho à quatro. Fiquei louca, o sangue subiu ao ter certeza de que realmente havia sido enganada.  Logo eu, que precisava tanto daquele dinheiro. Fumamos uns cinco cigarros pensando no que fazer.  Depois que um menino saiu e acidentalmente nos abriu o portão, não pensamos duas vezes: invadimos o pátio do mini-condômínio de sobrados procurando o número da casa. ÓTIMO, 8. VOU INVADIR ESSE NEGÓCIO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha força para puxar aquela janela. Fabrício resolveu pular e abriu me ajudando a percorrer os cômodos daquela luxuosa casa. Ele foi realmente muito esforçado.  Depois de procurar algum dinheiro sem êxito, roubamos uma conta de telefone e a tela de 20' polegadas da mulher. A minha TV de 14' não estava mais lá.  &lt;br /&gt;O engraçado de tudo é imaginar ela entrando em casa e se deparando com um buraco no lugar da televisão. A mulher sabe que eu estou envolvida nessa trama. Meus pais descobriram e faltaram jurar prisão. Às vezes sinto que realmente perco a noção das coisas, mas como negar o meu senso de justiça em tudo isso? Até o Fabrício que não tinha nada a ver com isso se consternou com a minha situação... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vamos vender essa tela, dividir a grana e comprar tudo de maconha....&lt;br /&gt;- Não, vamos trocar a TV direto por maconha.&lt;br /&gt;-Sério? A gente podia...&lt;br /&gt;-Não, vamos deixar na Andréa.&lt;br /&gt;-Espera aí, sei onde podemos vender esse treco para não sujar o nosso lado.&lt;br /&gt;-Beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendemos a televisão por cento e cinquenta reais para um velho sisudo, dono de uma loja de eletrodomésticos.  Após fumarmos na casa de Cristiane veio uma fome desesperadora que nos levou direto ao rodízio de pizza. Gastei quase tudo o que ganhei em pizza. Pra mim essa história acabou em pizza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas ações tem significados ambíguos. Se fosse comigo faria a mesma coisa. Talvez até o caro leitor, não é? Afinal acho que mesmo sendo justiça com as próprias mãos, foi justiça. &lt;br /&gt;Já para os policiais que viriam em seguida, caso a vizinha anã não fosse fofoqueira e não quisesse ferrar Thaíse vendo tudo e ficando calada, acredito que essa estória não soaria tão justa assim.&lt;br /&gt;Depois de roubar a tela Cristiane nunca mais foi a mesma.  A menina foi forçada por seus pais a fazer exame de drogas e logo em seguida foi internada em um hospital psiquiátrico (não, essa não é a história do filme O Bicho de Sete Cabeças). Hoje divaga sobre o episódio da televisão. Então em seus delírios insanos imagina a estelionatária fazendo juras de morte à autora do furto e sorri debilmente com a visão. Depois acorda e se xinga por ter praticado um crime.  Cristiane só não entende até hoje porque foi punida se só tomou de volta o que era seu:  "Olha só os políticos  que tomam de todo mundo o que não é deles e não pagam nada..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92153362?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92153362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92153362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92153362' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92113445</id><published>2003-04-06T20:55:00.000-03:00</published><updated>2003-04-06T20:55:40.046-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;font size="4"&gt;&lt;b&gt;Rêivi&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fui a uma Rêivi. Aquela festa que começa meia-noite e só termina meio-dia. Foi no cais do porto, centro do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta pila pra entrar mais um quilo de alimento não-perecível. Esquecemos o alimento, vendiam na hora por cinco pila o quilo do arroz. Um roubo respaldado pela nossa burrice. Uns amigos ainda não tinham chegado. Ligamos e pedimos os alimentos. Acharam em um vinte e quatro horas da lagoa (metro quadrado mais caro do Rio) por três e cinqüenta. Um meio roubo, ainda respaldado pela nossa meia-burrice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando o grupo todo se reuniu (eu, Gu, Paty, Marcos, Gaby, Nandinha, Clóqui, Titi, Flô, Bambi, Dani e duas amigas do Gaby) perguntei o que estava faltando para entrarmos. Logo explicaram que estavam esperando “o cara”. O cara chegou, garoto novo, dezessete anos. Fomos até um lugar mais escondido e ele passou uns comprimidos para o Gaby. Estou falando de êxtase, amigos. Trinta e cinco pila cada. Total de dez, quatrocentos e vinte pila. Então descobri como pretendiam ficar dançando freneticamente até o meio-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora mais um problema: como entrar com a parada sem que os seguranças percebessem. As meninas, claro. Deram as balas para que as meninas escondessem junto a suas partes íntimas. Tranqüilo. Entramos na fila, aquele empurra-empurra básico, porém irritante. Clóqui, nosso amigo que tem dois metros e é largo feito um brucutu se enervou e quase meteu a mão na cara de um sujeito grandalhão que estava forçando a passagem na base das cotoveladas. A turma do deixa-disso (eu e mais ninguém) entrou no meio, falou que Bush é um filhadaputa, os dois concordaram, tudo certo, um inimigo comum. Fila que segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das meninas escondeu no sutiã, mas no meio, bem fácil de achar. A mulher que estava fazendo a revista achou. Quando percebemos já havíamos entrado, só ficou a Nandinha e a menina do lado de fora. Estranhamente a segurança mandou que ela voltasse e passasse de novo. Algo como “reesconde que vou fazer vista grossa”. Mas isso não impediu que ela chorasse muito de nervoso. Garota nova para as pressões psicológicas, mas experiente o suficiente para usar todo tipo de parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá dentro a música tomava conta do seu corpo. Ambiente psicodélico, luzes fluorescentes coloridas, luzes negras, luzes por todos os cantos. Muitas luzes. Música psicodélica, os melhores DJ’s do Brasil estavam lá, animando aquelas dez mil pessoas, junto com toda sorte de alucinógenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo tomou a parada, menos eu, Gu, Marcos e Paty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dancei feito um doido, deixei a música tomar conta dos meus movimentos, foi muito divertido. A única coisa que tomei foi água. Muita água. Naquele ambiente, quente feito o caldeirão do capeta, sabia que precisava me manter hidratado a qualquer custo. Provei que não precisava de química para curtir a noite. E olha que eu tinha jogado futebol antes. Não sou contra nem a favor de quem usa, quem usa vai continuar sendo meu amigo, tanto quanto quem não usa. Penso que seja apenas uma questão de escolha pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em determinado momento o Gaby veio me oferecer uma bala. Disse pra ele que estava sem dinheiro, que era caro, trinta e cinco não dava. Ele respondeu exatamente o que eu esperava que respondesse: “Cara, você tá numa Rêivi alucinante, tem que aproveitar. Pode me pagar depois”. Disse que estava quebrado mesmo, que não sabia quando iria poder pagar. Aí, novamente, ele disse o óbvio: “Então eu te dou”. Eu: Mas eu não quero. Então valeu. Valeu. E segue a música, as luzes, a fumaça, a doideira, a dança, o lança, o spring, a bala, o doce, e tudo o que você possa imaginar. Até mais um pouco, se bobear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro que preferiria ter ido a um show do Chico.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92113445?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92113445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92113445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92113445' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92107878</id><published>2003-04-06T18:49:00.000-03:00</published><updated>2003-04-06T18:49:52.936-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Segundo Freud, o ser humano não nasceu para ser feliz. Entretanto, a grande maioria das pessoas diz que o objetivo da vida é ser feliz. Ou seja, o ser humano é, por natureza, questionador, "do contra". A resignação, seguindo essa linha de raciocínio, não faz parte da nossa natureza, é algo empurrado, forçado. Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discordo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92107878?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92107878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92107878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92107878' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-92007828</id><published>2003-04-04T19:16:00.000-03:00</published><updated>2003-04-04T19:16:31.293-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O MOSQUITO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de tarde, início de mais uma noite de batalha em Bagdá. &lt;br /&gt;Um soldado americano, cansado, se arrasta pela areia. Não concorda com o que está acontecendo, não gosta do que está acontecendo. Mas é um soldado, e aos soldados não é dado o direito de gostar disso ou aquilo. Soldados cumprem ordens, e por isso ele, cansado, se arrasta pela areia. &lt;br /&gt;Um simples mosquito pousa na mão desse mesmo soldado. E lasca-lhe uma bruta picada. O soldado, cansado, ainda consegue reunir forças e grita, um grito longo, doloroso, tão forte que se faz ouvir em Washington, no interior da Casa Branca. &lt;br /&gt;Confusão imediata. Os assessores do presidente americano não souberam precisar a natureza do grito, mas um militar de gabinete, pai-de-santo nas horas vagas, intuiu que um morteiro do tipo Mosquito havia liquidado 10 soldados. O pânico dominou os corredores da Casa Branca, desceu as imponentes escadarias do prédio e ganhou as ruas. &lt;br /&gt;- O que foi que aconteceu? – perguntou um transeunte.&lt;br /&gt;- Ao que parece – falou outro -, um tanque Mosquito matou 100 dos nossos.&lt;br /&gt;A notícia, como era de se esperar, se alastrou. E foi bater na bolsa de Nova Iorque. &lt;br /&gt;- Mosquito? O que é isso? – quis saber um operador.&lt;br /&gt;- Tenho um amigo na Casa Branca. Ele me disse que Mosquito é um míssil inteligente iraquiano. Mandou 700 soldados pro saco.&lt;br /&gt;Por conta de tão catastrófica notícia, a bolsa caiu 7 pontos. Simultaneamente, na bolsa de Londres, rumores começaram a correr:&lt;br /&gt;- Disseram que um tanque Mosquito matou 300 ingleses no Iraque!&lt;br /&gt;- Larga mão de ser besta, cara! – protestou um operador. – Não foi tanque.&lt;br /&gt;- O que foi, então?&lt;br /&gt;- Mosquito é o codinome de um homem-bomba árabe. Matou ingleses, sim, mas poucos. 40 ou 50, por aí.&lt;br /&gt;Um investidor brasileiro estava por perto e ouviu a conversa dos operadores. Ligou imediatamente para Brasília:&lt;br /&gt;- Olha, o negócio é o seguinte: um bombardeiro Mosquito, de origem cubana, acabou de mandar 5.000 ingleses pro beleléu. Tá uma loucura por aqui. A bolsa despencou, o Tony Blair ficou lôca e até o Big Ben deixou de funcionar...&lt;br /&gt;No mesmo instante, Lula convocou uma reunião extraordinária no Alvorada. Mandou cancelar o churrasco ministerial, pediu um colete à prova de balas e colocou o exército de prontidão.&lt;br /&gt;- A gente não pode defcuidar, companheirof. Uma bomba Mofquito efplodiu não fei onde e matou não fei quantof. &lt;br /&gt;Por conta dessa notícia terrível, Brasília virou o caos: tanques invadiram as ruas, a cavalaria começou a patrulhar todas os restaurantes da região. &lt;br /&gt;Logo em seguida, um telefonema anônimo abalou o governo do Rio:&lt;br /&gt;- ...e a história é essa: a Polícia Federal lançou um avião de espionagem sobre Ipanema. Querem descobrir onde é que o Silveirinha escondeu a grana. Tão dizendo que o apelido do avião é Mosquito, mas isso tem pouca importância agora. O fato é que o bicho tá pegando. Começou a revolução fiscal. O exército está nas ruas...&lt;br /&gt;Um traficante, infiltrado no gabinete da governadora, passou imediatamente a informação ao seu líder, Fernandinho Beira-Mar:&lt;br /&gt;- É isso mesmo, chefia. Sujô. Brasília bolou uma operação chamada Mosquito, que é pra acabar com a nossa raça. Dizem aí que já tá na rua. O governo resolveu pegar pesado.&lt;br /&gt;Pelo celular, Beira-Mar levou a informação a São Paulo:&lt;br /&gt;- Seguinte, rapaziada: quero comprar 300 fuzis Mosquito. &lt;br /&gt;- Onde é que vende isso? – perguntou um parceiro.&lt;br /&gt;- Sei lá. Pra mim, isso é coisa lá do mano Bush. Liga pra ele!&lt;br /&gt;Dois minutos depois, Donald Rumsfeld atendia uma ligação do Brasil:&lt;br /&gt;- Mosquito? – ele perguntou. – Não é aqui não. Peraí que eu vou transferir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frente de batalha, um soldado americano, cansado, atendeu a ligação. &lt;br /&gt;- Meu chefe – falou o traficante – tá a fim de ir aí pra fuzilar 3.000 mosquitos. Tem jeito?&lt;br /&gt;- Manda ele pra cá!&lt;br /&gt;E foi dessa maneira que um simples mosquito contribuiu para a paz. No Brasil, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-92007828?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92007828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/92007828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#92007828' title=''/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05358197346146994201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91992398</id><published>2003-04-04T14:20:00.000-03:00</published><updated>2003-04-04T14:34:04.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Como estou muito cansado e, por isso, pouco inspirado recomendo um pouco da inspiração de outros: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Deus é negro!&lt;/b&gt; http://www.deusenegro.blogger.com.br/&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"E eu... Racista, egoísta. E agora? Na terra só persegui os pretos, Não aluguei casa, não apertei a mão. Meu Deus você é negro, que desilusão!" (do poema "Deus Negro" - Neimar de Barros).&lt;/i&gt; A rapaziada deste blog decidiu polemizar e, pelo o que parece, conseguiu. Vale a pena conferir e botar mais lenha nessa fogueira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Trabajosulho&lt;/b&gt; http://www.geocities.com/trabalhosujo/&lt;br /&gt;Não, eu não escrevi errado, o nome deste blog é este mesmo. Eu conheci o Alexandre Matias quando tinha a minha banda, por isso, já sabia que ele era um excelente jornalista de música e que entendia tudo da matéria. Mas agora ele me surpreendeu (ou não) com os seus textos a respeito da guerra. É estudioso este moço. Só uma palhinha: &lt;i&gt;Outro dia fui comer um lanche na padaria aqui perto de casa e, depois de me entregar a escolhida coxinha, o atendente me perguntou o que eu ia beber pra acompanhar: "Vai de Coca ou tá contra a guerra?"&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Calendário Lunático&lt;/b&gt; Livro de poesias de Luiz Roberto Guedes, editado em 2000 pela Ciência do Acidente.&lt;br /&gt;Eu conheci o cara quando o Sandrini nos mostrou o seu poema contra os transgênicos, aqui mesmo, neste local. Acabei entrando em contato com ele e descobrimos afinidades como a música e a publicidade (muitos de vocês talvez o conheçam, ele compõe para MPB assinando como Paulo Flexa). Ontem recebi este livro e li todo de uma vez. Grande estilo com um senso de humor singular. Além de uma excelente figura, ele é um ótimo poeta, compositor e escritor. Para comprar o livro, é preciso procurar o editor Joca Reiners Terron - cienciadoacidente@bol.com.br  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91992398?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91992398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91992398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91992398' title=''/><author><name>Paulo Stenzel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10616415800150159179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91895990</id><published>2003-04-03T03:01:00.000-03:00</published><updated>2003-04-03T03:01:40.640-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Para não confundir com a cor das bombas, a Unicef disse que mudou a cor do plástico que envolve a ajuda humanitária que envia ao Iraque. Disse que espera o mesmo das autoridades militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu o desvio de foco? O implícito nesse texto é: "pode continuar jogando suas bombas e decapitando crianças, mas não permitam que elas abram um pacote da cor do da Unicef e exploda em sua cara".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91895990?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91895990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91895990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91895990' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91891701</id><published>2003-04-03T01:39:00.000-03:00</published><updated>2003-04-03T01:44:01.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;"You are not authorized to view this page"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://english.aljazeera.net&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a mensagem que aparece quando tento retornar à página da Al-Jazeera. Está circulando uma história de que todo o mundo ocidental foi proibido de acessar esta página. Não querem deixar que as pessoas vejam a guerra como ela é, cheia de sangue. Pretendem continuar tentando nos iludir mostrando luzes a quilômetros de distância. Espero que os responsáveis pela pasta de Tecnologia não permitam que o Brasil fique assim, tão nas mãos dos outros. E, acreditem, isso não é obra de um hacker, como gostaria de fazer-nos crer o Pentágono e Cia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91891701?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91891701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91891701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91891701' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91890852</id><published>2003-04-03T01:25:00.000-03:00</published><updated>2003-04-03T01:25:41.890-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;font size="4"&gt;E tome bala&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinal fechado, trânsito infernal. Tudo parado. Ligo o rádio e fecho os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo a música me levar até que um sujeito bate no vidro, ao lado da minha cabeça. Tinha dois metros de altura e uma aparência assustadora. O homem carregava alguma coisa na mão que não pude ver o que era, pois estava atrás da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para ele e parece que está falando alguma coisa. Noto que havia esquecido de trancar a porta, olho para o trinco, ele também. Parece que ficou mais agitado. Levantando um pouco a mão direita, deixou que eu visse aquilo que carregava: uma pistola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei apavorado, abri o vidro com alguma dificuldade e ele foi logo dizendo passa a grana. Respondi não tenho, trabalho no Brasil. Pior pra você, disse apontando a arma pra minha cara. Fecho os olhos, certo de que morreria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo com o barulho das batidas no vidro, ao lado da minha cabeça. Um garotinho com menos de um metro de altura e uma aparência assustada pergunta se quero comprar uma bala.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91890852?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91890852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91890852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91890852' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91877574</id><published>2003-04-02T21:26:00.000-03:00</published><updated>2003-04-02T21:26:24.996-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;BOICOTE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu já mandei a Coca-Cola pro espaço. Foi o primeiro corte.&lt;br /&gt;Logo em seguida foi o McDonald's. Não que eu seja um frequentador assíduo desses faz-e-te-fode. Nada disso, mas eu tenho filhas pequenas, e filhas pequenas invariavelmente acabam te levando para o interior desses lugares. &lt;br /&gt;Da última vez que elas tentaram, aliás, dei-lhes um belo chapéu: levei todas ao Habib's, só de sacanagem. Mas elas comeram hambúrguer com batatas fritas (freedom fries?). Um claro indício de que a "cultura" alimentar tiosanense já contaminou mais duas vítimas pelo resto da vida. &lt;br /&gt;Apesar de ter cortado a Coca, fiquei com a sensação de que algo estava faltando. Quando olhei para os meus pés, descobri que não faltava nada: tinha em excesso. Tênis Nike. Um par! Dois produtos que mereciam ser cortados. E assim foi. A moça da loja de calçados se surpreendeu quando eu entrei, de jeans, camiseta e descalço. &lt;br /&gt;- Me dá um par de sandálias Havaianas – eu pedi. &lt;br /&gt;Ela apenas riu e me trouxe as sandálias. No mínimo deve ter me achado meio maluco. Enquanto eu experimentava as sandálias, me ocorreu o seguinte: se são havaianas, pertencem aos Estados Unidos. Não quero mais nada desse lugar!&lt;br /&gt;- Tem alguma sandália baiana, carioca, alguma sandália bem brasileira? – eu perguntei.&lt;br /&gt;A essas alturas a mulher já tinha certeza de que eu era um completo maluco. Talvez por conta disso tenha me trazido uma sandália de couro de bode. &lt;br /&gt;- Made in Ceará – ela disse com um sorrisinho pendurado no canto da boca. &lt;br /&gt;- Brasileira, então.&lt;br /&gt;- Yes – ela respondeu, sorrindo mais ainda. &lt;br /&gt;Abandonei a loja, descalço. A idiota ficou lá sorrindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, comecei a busca. No armário do banheiro encontrei produtos Johnson &amp; Johnson. Joguei tudo no lixo, sob o olhar curioso da minha mulher. Na despensa, sucrilhos Kellog's, bacon e hambúrgueres. Foi tudo pro lixo também. Eu já tava indo pra sala quando minha mulher me barrou a passagem com uma ameaça:&lt;br /&gt;- Se você mexer no DVD e no som eu te mato!&lt;br /&gt;Expliquei pra ela a necessidade do boicote. Que comprando ou mantendo produtos americanos a gente tava financiando esta guerra e outras mais que seriam empreendidas pelo gênio belicoso do Bush. Mas ela não quis saber. &lt;br /&gt;- Eu posso até deixar de comer hambúrguer – ela falou. – Mas não passo um dia sequer sem o meu episódio de Friends. &lt;br /&gt;Saí rosnando da sala e fui pro quarto das meninas. Mandei o Mickey de pelúcia de uma pela janela. O Pernalonga da mais velha teve o mesmo destino. E a minha mulher, de novo:&lt;br /&gt;- As meninas não têm nada a ver com isso!&lt;br /&gt;- E você quer o quê? Que elas cresçam usando tênis Nike, usando calça Lee e engordando no McDonald's?&lt;br /&gt;Ela riu.&lt;br /&gt;- Tá rindo do quê? – eu perguntei.&lt;br /&gt;- Já viu a calça que cê tá usando?&lt;br /&gt;Lee. Eu tava usando Calça Lee! &lt;br /&gt;- Tá na hora de prestar mais atenção em você mesmo – ela disse, cruel – mas com razão. &lt;br /&gt;Joguei a calça na lata de lixo e fui para o meu escritório. Liguei o computador e escrevi este texto aqui. Depois de digitá-lo, mandei por e-mail, com uma sensação de que as minhas palavras estariam contribuindo de alguma maneira para a paz mundial. &lt;br /&gt;- O que é que você fez? – perguntou minha mulher.&lt;br /&gt;- Escrevi um texto pro Pasquim propondo o boicote a todos os produtos americanos. Se todos nós fizermos a nossa parte, contribuirmos, este será um mundo bem melhor.&lt;br /&gt;- Tá bom – falou ela. – Mandou por e-mail?&lt;br /&gt;- Mandei.&lt;br /&gt;- Usou um programa da Microsoft, não é?&lt;br /&gt;Não tinha nem me dado conta disso. Envergonhado, ainda tentei me justificar:&lt;br /&gt;- Foi um textinho só...&lt;br /&gt;- Sendo assim, um Big Mac agora também não vai fazer mal algum.&lt;br /&gt;Quis falar um palavrão, mas não adiantaria. Só pude mesmo me render:&lt;br /&gt;- Tá bom. E deixa que eu pago a Coca...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91877574?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91877574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91877574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91877574' title=''/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05358197346146994201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91877486</id><published>2003-04-02T21:24:00.000-03:00</published><updated>2003-04-02T21:24:33.356-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;TAL PAI, TAL FILHO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô, papai?&lt;br /&gt;- Quié, moleque!?&lt;br /&gt;- Tô cuma dúvida aqui.&lt;br /&gt;- Você tá sempre em dúvida. Vai, desembucha.&lt;br /&gt;- Não tá dando certo, pai.&lt;br /&gt;- Tô vendo. O mundo inteiro tá vendo. Se tivesse estudado como a gente queria, mas não. Ficou na vadiagem...&lt;br /&gt;- O que é que eu faço?&lt;br /&gt;- Se vira.&lt;br /&gt;- Tô me virando, pai. Mas os caras endureceram. Não sei mais o que fazer.&lt;br /&gt;- Faz de conta, então.&lt;br /&gt;- Já fiz. Tenho feito desde que o senhor me colocou aqui. Mas agora a coisa tá russa.&lt;br /&gt;- Que russa o quê, moleque. Lava a boca!&lt;br /&gt;- A imprensa tá caindo de pau em mim. A opinião pública tá caindo de pau em mim. &lt;br /&gt;- Se você não consertar a cagada, quem vai cair de pau em você sou eu!&lt;br /&gt;- Ai papai, isso não!&lt;br /&gt;- Isso sim! Você tem quase 300 mil homens, armas inteligentes e tudo. E fica aí dando esse vexame...&lt;br /&gt;- Mas pai, eu nunca perdi uma guerra com os meus soldadinhos de chumbo.&lt;br /&gt;- Nunca perdeu porque eu pagava pro exército inimigo perder.&lt;br /&gt;- Jura, pai?&lt;br /&gt;- Você sempre foi assim: incapaz de enxergar o que está à frente do nariz.&lt;br /&gt;- Mentira! Se colocarem um copo na minha frente eu enxergo muito bem. Não preciso nem abrir os olhos.&lt;br /&gt;- Reconhece pelo faro, né, animal!?&lt;br /&gt;- Que nem você, pai. &lt;br /&gt;- Ó o respeito, moleque! Não recebeu educação?&lt;br /&gt;- Minha babá não deu. &lt;br /&gt;- Deu sim! Nós pagamos muito bem a ela. &lt;br /&gt;- Ela deu sim, pai. Só que não foi educação...&lt;br /&gt;- Vagabunda. Onde é que foram parar os valores morais da nossa sociedade?&lt;br /&gt;- No lixo, pai. Cê sabe disso. O Capitão América é um babaca, e o Super-Homem broxou. Não existem mais exemplos edificantes no país. &lt;br /&gt;- Então mire-se no meu exemplo, filho. Fui um grande presidente, milhares de americanos cresceram à minha imagem e semelhança. &lt;br /&gt;- Eu cresci assim, pai. &lt;br /&gt;- É, eu sei, eu sei. Mas ganhei a guerra em 1991, pelo menos. &lt;br /&gt;- E perdeu depois pro Clinton, né pai?&lt;br /&gt;- Aquela derrota foi uma burrice minha.&lt;br /&gt;- Tá vendo, pai, tô seguindo o seu exemplo!&lt;br /&gt;- Você tem que aprender a ficar de boca fechada. Quem é que mandou você falar que a guerra seria rápida?&lt;br /&gt;- O Rumsfeld.&lt;br /&gt;- E quem é que manda nele?&lt;br /&gt;- Acho que é o Powell.&lt;br /&gt;- Quem manda no Powell?&lt;br /&gt;- Sou eu!&lt;br /&gt;- Tem burrice aí, então. Num tô entendendo...&lt;br /&gt;- Nem eu, pai. É por isso que vim pedir a sua ajuda. &lt;br /&gt;- Tá bom, saco! Quanto é que você quer?&lt;br /&gt;- Dá uns 700 dólares aí.&lt;br /&gt;- 700 dólares pra guerra?&lt;br /&gt;- A guerra que se lasque, pai. Quero 700 dólares pra comprar uísque. &lt;br /&gt;- Meu filho!&lt;br /&gt;- Papai...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91877486?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91877486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91877486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91877486' title=''/><author><name>Claudio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05358197346146994201</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91869244</id><published>2003-04-02T18:51:00.000-03:00</published><updated>2003-04-02T18:51:05.716-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;font size="4"&gt;O sadismo do império&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 01/04/03 não consegui dormir. Eram quatro e dez da manhã e aquela imagem assustadora da Al-Jazeera insistia em assombrar meus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela criança tinha sido vítima de uma das muitas armas ditas inteligentes. Sua cabeça havia sido explodida por um soldado anônimo, que acredita, assim, estar libertando o povo iraquiano. Uma tampa amorfa de pele abria-se no topo da cabeça e não era mais possível dizer onde começava ou terminava o que restou de seu olho esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Robert Fisk disse, em artigo recente, que, se os horrores da guerra fossem mostrados, as pessoas não permitiriam que ela continuasse. É claro que havia entendido a mensagem, mas confesso que só agora percebo o verdadeiro alcance e a real dimensão dessas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande mídia ocidental – única autorizada a falar para os brasileiros – não tem permissão para veicular imagens como essa. Não fosse pela internet, talvez nunca teríamos conhecido o sadismo, a frieza e o cinismo que as autoridades imperiais deixam transparecer ao tratar do assunto. Para elas, um garoto de 10 anos com a cabeça aberta não passa de ‘dano colateral’. Até por isso considero a internet um importante agente na luta contra o imperialismo, no sentido em que ela democratiza, de certa maneira, a informação. Mas isso é tema para outro artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero dizer, nestas poucas linhas, é que chegamos a um ponto em que não é mais possível ficar alienado. Não é possível ficar parado diante de tantos absurdos, de tanta falta de respeito pela vida humana. Não é possível – nem prudente – que nos resignemos diante de um genocídio planejado, anunciado e executado por um império sádico. Vamos esperar que os marines desembarquem aqui na operação “liberdade para o Brasil” para nos posicionarmos, de maneira contundente, contra esta violência? Os governos de todo o mundo deveriam cortar imediatamente suas relações comerciais com o império, pois essa é a única língua que ele entende. O boicote às empresas que financiam a guerra (Phillip Morris, McDonalds, Esso, Texaco, Disney e AOL/Time Warner, entre outras) crescem em todos os países. Vários restaurantes, na Alemanha, retiraram produtos como a Coca Cola de seus cardápios. E aqui no Brasil, o que nossos comerciantes têm feito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o mundo as pessoas parecem ter entendido o recado, a julgar pelos protestos que temos vistos nas ruas das principais capitais. O império será atingido naquilo que o sustenta. Por exemplo, as pessoas não vão mais abastecer seus carros em postos que financiam a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humanismo encurralado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após os ataques dos EUA na madrugada do primeiro dia de abril, Saddam disse que “a agressão contra a fortaleza da fé é uma agressão contra a religião, a riqueza, a honra e alma (...), e uma agressão contra a terra do Islã. Por isso todos devem se unir à Jihad". O porta-voz do departamento de Estado, dos EUA, respondeu da seguinte forma: "Estas exortações à violência e atentados suicidas são tremendamente irresponsáveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparem que para o sádico é perfeitamente aceitável abrir a cabeça de uma criança na frente de sua mãe, mas relatar o óbvio é uma atitude irresponsável. Ainda mais se isso for prejudicar seus escusos interesses econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem três vertentes básicas para o entendimento da guerra sob o ponto de vista humanista, todos apresentados nos parágrafos acima. O primeiro e mais importante é o das vítimas inocentes. O segundo é o discurso oficial do país agredido e o terceiro o discurso oficial do país agressor. A função da grande mídia ocidental tem sido esconder o primeiro e trabalhar em cima dos outros dois, resultando num desvio criminoso do foco principal da questão. Ou seja, as pessoas acabam discutindo quantos mísseis foram lançados ou quantos dólares serão gastos na reconstrução do país, em vez de recorrer ao bom senso e concluir: “Não existe nada que justifique uma guerra. Nada”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91869244?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91869244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91869244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91869244' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91851590</id><published>2003-04-02T13:37:00.000-03:00</published><updated>2003-04-02T13:37:47.390-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O meu filho vai ficar bem.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, quero agradecer muito as palavras de apoio de vcs todos, realmente são um conforto bem-vindo. Depois, acho que devo contar o que aconteceu, afinal, só disse que o meu filho estava no hospital e não dei detalhes (nem tinha condições pra isso). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, depois de chegar em casa, fui cuidar da rotina do Bruno (meu filho que tem, na verdade, 1 ano e 8 meses) banho - jantar - brincar - dormir. Pus a banheirinha dele dentro da nossa, como sempre, e comecei a encher. Saí por um único minuto para pegar as roupas que já estavam separadas. Foi o que bastou para ele entrar no banheiro, se inclinar sobre a banheira e cair com o bracinho esquerdo dentro da banheirinha dele que, detalhe estúpido, ainda tinha só água quente. Até hoje, não sei como tudo foi acontecer tão rápido. Até hoje, continuo semidestruído por dentro, tentando ouvir os médico e enfermeiras que me dizem pra evitar os sentimentos de culpa. É difícil. Cometi um descuido estúpido para quem tem uma criança desta idade em casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continua no hospital, eu também. Só tenho saído de lá pra ir em casa tomar banho e trocar de roupa. A queimadura foi da mão até metade do braço - 2º grau. O quanto foi grave, só saberemos ao longo dos dias. Acompanho cada troca de curativos, aquilo está feio, mas já noto uma grande evolução. Ele está bem, se adaptou a brincar só com uma das mãos e corre de um lado para o outro. A dor é controlada por remédios e só nos resta ter paciência e esperar. Quando terminar este post, volto pra lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo, e pela reação dele,  acho que o único traumatizado com toda esta história serei eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cansado de guerra.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi a fotografia que o Marcelo postou, mas não fui procurar por outras. Não, tudo bem, não é trauma. Mas é que nestes dias no hospital, convivendo com cada drama pessoal que vejo por lá, pude ter uma pequena amostra do que é o desespero dos pais das crianças iraquianas. Enquanto almoçava, vi na televisão que num precário hospital de Bagdá, todos os dias, entram muitas crianças com todo o tipo de ferimentos e algumas com crises de histeria por causa do barulho das bombas. Pensei na minha grande angústia por causa de algo muito inferior a isto. Entendi melhor as mães que vejo chorando na tv. Pela primeira vez, ao invés da compaixão natural porém distante, fiquei realmente triste por elas. Logo depois, vejo o filhodaputa do Bush com aquela cara arrogante, sorrisinho doentio, falando em vitória e seiláoquêmais. A seguir, vejo o outro filho da puta do Colin Powell desembarcando, com um grande sorriso para as fotos, na Turquia para pedir mais envolvimento e apoio daquele país. FODAM-SE! Foi o grito que eu engoli. Se o filhodaputa do laquê tem algum problema com o Saddam, que parta pra um "te pego lá fora" e vão SÓ OS DOIS resolver o assunto na primeira esquina. Tudo o que eu queria era que cada um deles pudesse ver aquelas imagens como eu vi, e sentir com elas o que eu senti. O problema não acaba quando desligamos a tv. E as condolências não fecham feridas, nem fazem passar a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91851590?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91851590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91851590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91851590' title=''/><author><name>Paulo Stenzel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10616415800150159179</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91849903</id><published>2003-04-02T13:09:00.000-03:00</published><updated>2003-04-02T13:09:07.623-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;Estrelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes contemplando as estrelas &lt;br /&gt;me pergunto se ouviriam minha prece&lt;br /&gt;em meus olhos só há o vazio do céu &lt;br /&gt;porque a alma se esvai em mil formas depois&lt;br /&gt;As paredes do meu quarto parecem me lembrar&lt;br /&gt;que aqui dentro nada muda&lt;br /&gt;nada dentro de mim&lt;br /&gt;Não sei se é a melancolia&lt;br /&gt;ou talvez seja barata esperança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse plástico voando&lt;br /&gt;nada nunca me pareceu tão bonito&lt;br /&gt;o que o vento carrega ganha certa vida&lt;br /&gt;Será que o vento não me viu? &lt;br /&gt;Porque eu só ouço seus sussurros pálidos em meus cabelos&lt;br /&gt;enquanto as crianças lá fora estão brincando&lt;br /&gt;Vou pedir às estrelas que ouçam meu clamor pela vida&lt;br /&gt;sem castelos em ruínas, mortes ou sofrimento&lt;br /&gt;Talvez elas ouçam o que tanto penso&lt;br /&gt;enquanto o vento vem cantar ao meu ouvido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91849903?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91849903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91849903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91849903' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91849802</id><published>2003-04-02T13:07:00.000-03:00</published><updated>2003-04-02T13:07:17.280-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De todas as guerras a guerra (para Marcelo e Sandrini depois daquele dia no café)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto vejo no noticiário bombas, mortes, desilusões, esqueço a batalha que travo comigo mesma a cada dia. A cada santo dia uma bomba explode dentro de mim. Assisto da platéia esse espetáculo de ganância e corrupção. Então chego à conclusão de que como cidadã do mundo não sou nada. Minhas crenças, lutas, filosofia, nada valem para qualquer nação. Então lembro dos meninos sofridos com armas na mão. Lembro as crianças tapando os ouvidos para evitar a surdez do barulho dos aviões. E lembro que nessa falsa democracia mil palavras não são nada. Estamos destruindo o mundo e não fazemos qualquer objeção. As lutas do povo não têm apoio, são tidas como marginais. E nós, continuamos a julgar quem é negado pelo sistema através de nossas televisões coloridas e apartamentos encarpetados. Estamos próximos da guerra final. A guerra das batatas como dizia o velho Quincas Borba. Ao vencedor as batatas! As baixas fazem parte do controle da superpopulação. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91849802?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91849802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91849802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91849802' title=''/><author><name>Méèqi Afonsinhoo'</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01559771272527295408</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VaUSNW4nu2Y/SnHUk16gBAI/AAAAAAAAAAM/bvLINezJCvw/S220/Z10isbs9.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3816360.post-91841339</id><published>2003-04-02T10:31:00.000-03:00</published><updated>2003-04-02T10:31:06.436-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Depois que publiquei a foto abaixo no mural tentei dormir. Não consegui. Tive pesadelos até acordar às 4h10. Fui para o computador e escrevi um texto que vou postar aqui quando chegar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe uma cópia impressa para o curso onde trabalho. Aqui estudam 210 alunos. Tinha uma xerox, pedi as cópias, consegui. Eu mesmo, com a ajuda de um dos alunos, distribuí o texto e falei com um dos professores, pedindo para que ele falasse em sala, para que pelo menos eles lessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz uma montagem, associando a foto abaixo às principais empresas dos EUA, acusando-as de financiar o massacre do povo iraquiano. Houve discussão, polêmica. Era isso que queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que o JN fala para milhões. Hoje eu falei para centenas. Um dia vamos brigar de igual para igual. Anotem isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3816360-91841339?l=muralplural.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91841339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3816360/posts/default/91841339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://muralplural.blogspot.com/2003_03_30_archive.html#91841339' title=''/><author><name>Marcelo Salles</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
